sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sorbet na casca da fruta

Esses dias a gente recebeu aqui em casa um velho amigo a quem devíamos um jantar há, pelo menos, 8 anos! Bem, a culpa não é de todo nossa, porque foram muitos os encontros e desencontros ao longo desse período. Mas, o importante é que deu certo e nós, finalmente, pudemos passar uma agradável noite conversando sobre lares, cidades, música, descobertas, nós mesmos... tem coisa melhor? Só mesmo poder unir a isso um pouco de criatividade à mesa.


Sorbet de limão siciliano servido na casca da fruta! É simples: basta partir o limão ao meio e, com cuidado para não estragar, retirar toda a polpa, deixando apenas a casca. Leve ao congelador e recheie com as bolas de sorbet na hora de servir.

A todos, bon appétit!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Bolo Prestígio para a hora dos parabéns!

Eu nunca havia feito um bolo recheado que desse certo. Então, imaginem minha felicidade quando acertei essa receita de internet!!!!! Assim mesmo, pesquisei no oráculo virtual uma receita de bolo de chocolate, apareceu essa daí de uma marca de produtos alimentícios, mostrei a foto pro marido e ele disse: "é esse o bolo que eu quero de aniversário". Arrisquei e deu certo! Então, como receita testada e aprovada vem parar aqui, tomem nota (é fácil e gostoso, senão eu não daria o caminho das pedras aqui hehehehe. Fiz algumas modificações na quantidade de alguns ingredientes):

Bolo Prestígio


Ingredientes:


  • Para o creme
    • claras
    • meia xícara (chá) de açúcar
    • 1 lata de creme de leite
    • 2 xícaras (chá) de coco em flocos seco
  • Para a massa
    • meia xícara (chá) de manteiga
    • 1 xícara e meia (chá) de açúcar
    • ovos
    • meia xícara (chá) de leite
    • 1 xícara e meia (chá) de farinha de trigo
    • 1 xícara (chá) de chocolate em pó
    • meia colher (sopa) de fermento químico em pó
    • manteiga para untar
    • farinha de trigo para polvilhar
  • Para a cobertura
    • 1 lata de creme de leite
    • 2 tablete de chocolate meio amargo picado
  • Montagem
    • meia xícara (chá) de leite
    • 2 colheres (sopa) de leite de coco
    • coco ralado para decorar
    • raspas de chocolate para decorar




    • Modo de Preparo
    Do creme:
    Em uma panela, misture as claras com o açúcar e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, para aquecer (cerca de 3 minutos), sem deixar ferver. Retire do fogo e transfira ainda quente para uma batedeira, batendo até que a tigela da batedeira esfrie e forme um merengue. Junte o Creme de Leite, o coco e misture delicadamente. Cubra com filme plástico e leve à geladeira até o momento de rechear o bolo.
    Da massa:
    Em uma batedeira, coloque a manteiga e o açúcar e bata até formar uma mistura esbranquiçada. Junte as gemas, uma a uma, sem parar de bater até obter um creme homogêneo. Adicione a farinha de trigo e o Chocolate em Pó, aos poucos, intercalando com o leite e misture. Por último, junte o fermento e as claras batidas em neve, misturando delicadamente. Despeje em uma forma redonda (28 cm de diâmetro), untada e polvilhada e leve para assar em forno médio (180°C), pré-aquecido, por cerca de 30 minutos. Desenforme o bolo ainda quente e reserve.
    Da cobertura:
    Em um recipiente, junte o Creme de Leite e o Chocolate Meio Amargo e leve ao fogo, em banho-maria, mexendo sempre até formar um creme liso e homogêneo. Retire do fogo e reserve.
    Montagem:
    Corte o bolo já frio em três partes, no sentido horizontal. Forre uma forma redonda (28 cm de diâmetro) com filme plástico, coloque uma das partes do bolo e umedeça com o leite misturado com o leite de coco. Espalhe metade do creme de coco, cubra com outra parte de bolo e volte a umedecer. Coloque o restante do creme e termine com a última camada de bolo. Cubra com filme plástico e leve para gelar por cerca de 3 horas. Desenforme o bolo sobre um prato de servir, espalhe a cobertura, decore com fitas de coco fresco e sirva a seguir.

    Depois, é só cantar parabéns, desejando com o coração as muitas felicidades para quem você ama!


    A todos, bon appétit!

    quinta-feira, 26 de julho de 2012

    Camarão na moranga

    Um dos pratos maihs tradicionais da beira de mar é o tal do camarão na moranga. Nunca estive em uma praia brasileira para não achar ao menos um restaurante que servisse essa delícia. Há algumas variações, inclusive, pelos interiores, como a moranga com carne seca (que eu também gosto muito).
    Mas, essa semana fui ao mercado público e o preço do camarão estava chamativo. Aproveitei que tinha a abóbora em casa e, aí está o meu camarão na moranga, sem falsa modéstia, porque ficou realmente delicioso:



    Os ingredientes vão variar a quantidade, de acordo com o tamanho da abóbora e o número de comensais, então vou passar a quantidade para 3 pessoas e uma abóbora das menores.
    Ingredientes:
    1 cebola picada;
    5 dentes de alho picados.
    3 tomates sem pele picados;
    1/2 pimentão verde picado;
    600 g de camarão laguna sem casca;
    um punhado de camarões brancos sem casca (para enfeitar);
    coentro;
    pimenta-do-reino;
    sal;
    azeite;
    2/3 de um pote de requeijão cremoso;
    5 colheres (sopa) de polpa de tomate;
    1 caixinha de creme de leite sem soro;
    2 tabletes de caldo de peixe (aqui em casa, a gente costuma fazer todos os caldos mas se for comprar tabletes prontos, nesse caso use o de camarão e eu indico apenas um deles. Vou falar a marca aqui porque é o que contém menos sal, corantes e conservante de todos no mercado: Vitale, da Knorr. Geralmente, ele não fica na mesma prateleira que os outros caldos industrializados nos supermercados. Portanto, se não achar na sessão de orgânicos, peça ao repositor pelo nome). Para fazer o caldo de peixe, use uma cabeça de peixe, as cascas de camarão, cebola, alho, alho-poró, temperos secos, enfim... tudo junto fervendo numa panela e, depois que reduzir, é só coar. Dá pra congelar em forminhas de gelo e usar 2 tabletes por receita.

    Modo de preparo:

    Primeiro, dê uma aferventada na abóbora ainda fechada, para facilitar a abertura dela e a limpeza das sementes. Não deixe que ela amoleça, apenas fique quente o suficiente para ter esquentado dentro dela. Retire da água e, com auxílio de uma boa faca pequena, faça o recorte de abertura da abóbora e limpe-a por dentro, retirando todos os fiapos e sementes. Reserve.

    Enquanto prepara o molho, deixe o forno ligado, aquecendo na temperatura de 180°C. 

    Frite em azeite a cebola e o alho, em seguida jogue os camarões sem casca e deixe dourar (eu sempre deixo os camarões marinando uns minutinhos antes em pimenta-do-reino e azeite com umas gotinhas de limão, bem pouco mesmo). Acrescente os tomates, o pimentão e a polpa. Tempere com o sal, a pimenta-do-reino e o caldo de peixe. Deixe reduzir um pouco. Acrescente o requeijão e quando ele dissolver, coloque o creme de leite e o coentro por último. Experimente e corrija sabores, se necessário. Desligue o fogo. Agora, recheie a abóbora e cubra com papel alumínio, leve ao forno por um tempo aproximado de 30 a 40 minutos  - depende do cozimento da abóbora.

    Enquanto está no forno, vamos pensar na finalização e acompanhamento. Eu fiz um arroz branco e um pirão de camarão (antes de acrescentar o requeijão, retirei um pouco do camarão no molho vermelho e, em outra panela, acrescentei mais caldo de peixe, deixei ferver e fiz o pirão). Aqueça um pouco de azeite numa frigideira e jogue os camarões graúdos (brancos) para que dourem. Desligue antes que eles enrolem (porque aí já não dá pra moldá-los sobre a abóbora).

    Quando retirar a moranga do forno, apenas enfeite com os camarões fritos e leve à mesa! Sirva com um bom vinho branco (o que não foi o meu caso, porque esse almoço foi feito para meus adolescentes, então servi com suco de acerola e hortelã).

    A todos, bon appétit!



    segunda-feira, 23 de julho de 2012

    Bolo de banana do Alex Atala

    O Alex Atala tinha um programa com a Flávia Quaresma, há uns anos, num canal por assinatura, que se chamava "Mesa pra dois". Era cheio de dicas, pratos fáceis, inovações... e foi lá que vimos pela primeira vez a receita do Bolo de Banana... com farinha de rosca! Testamos e não apenas aprovamos como ainda incrementamos a receita. desde então, esse é o bolo que eu gosto de fazer (e faço sem medo de errar). Quando as bananas já estão passando do ponto de maduras aqui em casa: bolo de banana!



    Anota a receita e faça (30 minutinhos da sua tarde e: pirlimpimpim):

    3 ovos inteiros;
    1/2 xícara (chá) óleo de canola;
    1 xícara (chá) açúcar branco (eu uso sempre o orgânico cristalizado - se você quer obter um açúcar refinado em casa, bata o cristalizado no liquidificador);
    1 xícara (chá) açúcar mascavo (isso faz a diferença, sobretudo no aroma do bolo, vá por mim);
    6 bananas médias ou grandes (dessas que a gente compra na feira mesmo: da branca ou da caturra. Nunca fiz com a maçã ou a ourinho, até porque elas são menores);
    2 xícaras (chá) farinha de rosca;
    1 colher (sopa) fermento químico em pó.
    Opcional: pedacinhos de bananas desidratadas ou gotas de chocolate ao leite.


    Unte uma forma com óleo e farinha de rosca.

    Bata no liquidificador as bananas, óleo, os açúcares e os ovos.

    Leve a mistura a uma tigela e acrescente, misturando devagar, a farinha de rosca e o fermento. Se preferir, coloque também um dos ingredientes opcionais.

    Coloque na forma e leve ao forno a 180° por 30 minutos ou até que asse. Polvilhe açúcar e canela.


    Sirva com chá.

    A todos, bon appétit!

    domingo, 15 de julho de 2012

    Creme de cogumelos com massa folhada

    A ideia é aquecer a casa e o corpo nesse frio. Por aqui, na falta de companhia, eu invento coisas pro fim de semana passar mais rápido. Sempre funciona. A filha agora já está na idade de trazer o namorado pro jantar, o que diminui a solitude e dá uma (falsa) impressão de mesa cheia. Já é ponto positivo. Fico imaginando que logo ela vai crescer ainda mais e ter a própria mesa. Eu, que não tenho grandes companhias além dela, ficarei só... sem outros filhos, apenas só. E isso tem que ser bom. Farei com que seja. Muitas mulheres vivem assim e são felizes, com seus bingos, tricôs e clubes de mães. Um chinelo de pano pro começo do dia, um livro pra ler depois do almoço, um caminho de praia pra seguir no final da tarde. Estou na estrada certa. Falta pouco. Meu maior sonho: publicar um livro. Não tenho mais grandes fantasias sobre a vida. Tenho a mim. E isso é tão verdadeiramente nobre que eu quase me basto. Basta.
    (Essa foto é da segunda tentativa, com uma outra massa bastante conhecida no mercado, alguns dias depois de postar a receita. Notem que folhou muito bem!) 


    O creme de cogumelos nasceu de uma vontade: de comer cogumelos. Eu trocaria carne vermelha por cogumelos. Mas isso não diz muito. Eu trocaria carne vermelha por várias outras coisas das quais gosto menos que cogumelos... e mais que carne vermelha. Berinjela, palmito, alcachofra... qualquer legume ou verdura grelhada. Mas cogumelo seria um troca justa, na minha visão. Cogumelos recheados, grelhados, salteados na manteiga, no molho de soja... de qualquer jeito, em qualquer ocasião.




    Lembro da primeira vez que experimentei creme de cogumelos. Foi como entrada, em um restaurante fora do Brasil. Estava uma delícia. Desde então, é uma das minhas entradas preferidas. Nem sempre é fácil de achar um realmente gostoso. E ontem eu resolvi testar. Pesquisei várias receitas, misturei duas delas. A ideia era que fosse realmente um creme, daí o blog da Cozinha Pequena me ensinou uma técnica mais original pro prato: deixar o creme de cogumelo com cara de cogumelo, cobrindo o ramequim com massa folhada (a massa cresce e dá o formato de um cogumelo ao ramequim). Então, lá vai a mistura das duas receitas, que ficou uma gostosura e eu recomendo:

    Ingredientes para 5 pessoas

    400g de cogumelos frescos, fatiados;
    2 cebolas picadas;
    1 taça de vinho tinto de boa qualidade;
    2 colheres de manteiga;
    2 colheres de azeite;
    1 lata de creme de leite fresco;
    salsinha a gosto;
    pimenta-do-reino;
    1 tablete de caldo de carne;
    queijo parmesão;
    1 gema (para pincelar);
    massa folhada (comprei uma marca que não folhou muito bem, mas foi a que achei no supermercado aqui perto de casa, então eu recomendo escolher uma marca de boa qualidade, para que seu "cogumelo" fique como o da primeira foto, quando usei uma marca conhecida de massa folhada congelada).


    Modo de preparo

    Em uma frigideira, adicione a manteiga e o azeite, deixe derreter e coloque a cebola para dourar. Acrescente os cogumelos e, quando estiverem um pouco cozidos, coloque o vinho e o caldo de carne. Deixe cozinhar em fogo brando por 15 minutos. Por último, a salsinha picada. Retire uma parte dos cogumelos (para enfeitar as tigelinhas) e bata todo o resto no liquidificador com o creme de leite. Volte ao fogo, em outra panela, sem deixar ferver. Reserve.














    Corte a massa folhada meio centímetro maior que a boca dos ramequins, para poder cobri-los. Coloque o creme em cada ramequim, os cogumelos que você separou anteriormente e rale um pouco de queijo em cada um. Cubra com a massa, apertando as laterais para que firmem na borda (não é necessário passar água para colar). Pincele com a gema batida e leve ao forno por 10 minutos, para a massa crescer e folhar. 



    Sirva ainda quente. E para comer, basta quebrar a casquinha...




    A todos, bem... bon appétit!

    quinta-feira, 28 de junho de 2012

    Spätzle com Goulash de... rabada?

    Havia dias que eu estava com vontade de comer uma carne de panela, daquelas bem aromáticas, com muito molho e bem cozidas. Daí, vi na tv um cara fazendo pastéis de forno recheados com rabada. Pronto! Ou comprava o rabo do boi ou nada mais! Engana-se quem pensa que rabada é prato chinfrim. Entre as iguarias culinárias, é uma das carnes mais apreciadas para noites de gala ao redor do mundo. Portugal, Espanha, Inglaterra e França são apenas alguns exemplos de países que adotaram o rabo de boi como uma de suas carnes preferidas para grandes elaborações culinárias. Aqui no Brasil, a rabada chegou à mesa dos restaurantes através dos tropeiros das regiões Nordeste/Sudeste e carreteiros da região Sul. Conduzindo as comitivas, seja pelos sertões ou pelo pampa, esses homens costumavam fazer o guisado do rabo do boi para se alimentar ao longo do percurso. Minas Gerais foi o primeiro Estado a levar essa carne para suas panelas de barro dos restaurantes, preparadas em grandes fogões a lenha. E, já na década de 30, o rabo de boi era servido na maioria dos botequins de São Paulo. Hoje em dia, quebrando todos os tabus, é uma carne reverenciada pelos grandes chefs.


    Pois bem, antes que eu me alongue muito: eu até queria fazer os tais pasteizinhos, mas J. procurava um desafio maior. Então, decidimos fazer o tal do Spätzle, que é uma massinha caseira, alemã. Geralmente o Spätzle é servido com o Goulash, que é um cozido de carne (músculo, na versão tradicional), com bastante molho. Unimos uma coisa à outra e lá fomos nós modificando a receita original e criando um Goulash de rabo de boi, que seria um ragu de rabada com outro nome. A preparação começou um dia antes, com a carne (cortada em rodelas) sendo colocada para marinar com os seguintes temperos:

    1 cenoura picada;
    1 alho-poró picado;
    1 cebola picada;
    3 dentes de alho grandes picados;
    300 ml de vinho branco seco de boa qualidade;
    tomilho;
    alecrim;
    sálvia;
    pimenta-do-reino;
    louro.

    Em uma bacia de plástico com tampa, colocar a carne e todos os ingredientes. Tampar e deixar marinando na geladeira até o dia seguinte (entre 12 e 18h).

    Passo a passo para a preparação do ragu:

    Após marinar a carne de um dia pro outro, retire-a da marinada e coloque apenas os pedaços para fritar em uma panela funda. Acrescente uma cebola e dois dentes de alho, quando a carne já estiver selada. Deixe dourar. Neste momento, acrescente toda a marinada na panela. O aroma na cozinha será incrível!






    Deixe secar um pouco e acrescente água fervente. Agora, a carne precisa amolecer. O processo é lento. Em fogo brando, vá cozinhando a carne, sem deixar secar (sempre acrescentando água já quente). Entre 2 horas ou um pouco mais de cozimento, a carne estará amolecida, então retire todos os pedaços da panela (sem desligar, o molho deve continuar cozinhando) e desfie a carne, separando-a dos ossos. Em seguida, separe toda a parte sólida do molho (os pedaços de cenoura, alho, cebola e folhas devem ser retirados da panela) e deixe apenas a parte líquida. Nesse momento, volte apenas a carne já desfiada para a panela e descarte a parte sólida do molho. Use uma lata de tomates pelados para aumentar o molho, acrescente sal, páprica picante e corrija os demais temperos. Deixe ferver. Acrescente salsinha picada e desligue. Está pronto.

    Passo a passo para a preparação do Spätzle:

    3 ovos;
    200 ml de água;
    500g de farinha de trigo;
    sal;
    noz moscada.

    Em um bowl, misture os ovos, a água e os temperos. Vá acrescentando a farinha aos poucos, até dar um ponto mais consistente do que uma massa de bolo (a massa vai formar uma liga, você vai puxá-la do bowl como se ela fosse um chiclete mole. Esse é o ponto). 


    Bem, na cozinha alemã há um instrumento específico para dar formato à massinha, que é esse aí da foto:

    Foto retirada de:
    http://rodrigues-peters.com/mu/autora-br/2008/02/04/spatzle/

    Como nem sempre é fácil encontrar esse tipo de instrumento ou a gente usa tão pouco que não vale a pena comprar, temos a opção de colocar a massa em um espremedor de batatas, por exemplo. Achamos que o nosso espremedor tinha furos muito pequenos, então inventamos outra técnica (é só ter criatividade ao olhar para os instrumentos da sua cozinha): usamos uma escumadeira mesmo. Desde que tenha furos um pouco maiores, até um ralador pode ser usado para fazer as massinhas.

    Coloque uma panela com 2l de água para ferver. Quando estiver fervendo, adicione um fio de óleo e comece a jogar a massa dentro dela. No nosso caso, foi assim: eu colocava duas colheres de sopa da massa na escumadeira sobre a água quente (não colocar a escumadeira com a massa dentro da água, por favor) e ia mexendo a massa com uma colher, as gotinhas iam caindo na água quente e formando as massinhas cozidas. Quando elas boiam na água é porque estão cozidas. Vá retirando da água e reservando em uma tigela. Enquanto ainda está quente, coloque uma colher de manteiga sobre a massa cozida, para que ela fique brilhosa e macia.


    Agora, é só servir! Para companhar, fatias de pão italiano são muito bem-vindas. E um bom vinho tinto, é claro!



    A todos, bon appétit!

    PS: para mais informações sobre todo o processo, assistam aos vídeos do youtube, indico esse aqui apenas para verem o ponto exato da massa.

    quarta-feira, 13 de junho de 2012

    Cantina Sangiovese: o espaço "vinho e arte" mais premiado de Floripa


    Cantina Sangiovese - Santo Antônio de Lisboa - foto retirada de:
    https://www.facebook.com/media/albums/?id=100002362842580

    Ontem foi meu aniversário. Uma data que eu adoro, principalmente porque tive a sorte de encontrar alguém muito especial para dividir comigo o dia mais romântico do ano. Eu sou do tempo em que era normal nascer de... parto normal, então chegar ao mundo no Dia dos Namorados não foi nada planejado pela minha família. Foi meu instinto de artista pedindo pra nascer. É claro que se eu fosse solteira ou mal casada, na minha atual idade, essa data correria o risco de ser a minha tristeza hehehe! Mas é impressionante a força que as coisas têm quando elas vão acontecer, como diriam os fatalistas. E aqui estou, nascida no dia 12, vestida com meu Amor, cheia de sonhos e desejos que vão se realizar nos próximos 100 anos que ainda devo ter de vida! E a melhor parte de qualquer aniversário são as comemorações. Desde os parabéns das pessoas que realmente gostam da gente e querem fazer parte da nossa vida de forma saudável, até as surpresas que a gente descobre guardadas pra nós... e ontem foi assim! Não vou contar tudo, mas como o blog é sobre comida, vou falar rapidinho como foi meu cardápio do dia, antes de partir para o que realmente importa: a descrição do nosso jantar num lugar muito especial de Floripa. 
    Bem, acordei com uma bandeja de torradinhas, iogurte e chocolate que a filha me preparou antes de sair correndo pra escola (um carinho que só eu sei o quanto foi enorme, visto que ela sempre sai em cima da hora), depois veio outra bandeja de café da manhã do marido (croissant, ovo mexido com trufas, suco de laranja - que ele sabe que é o meu preferido para o desjejum - e meu café americano de todas as manhãs). O almoço em família foi à beira-mar, num recanto sobre o qual eu ainda quero escrever melhor numa outra oportunidade. E o jantar - agora sim - de extremo bom gosto, foi para casais apaixonados, na Cantina Sangiovese, um espaço na histórica freguesia de Santo Antônio de Lisboa que reúne uma galeria de artes, uma excelente carta de vinhos (dividida por regiões e especificidades das garrafas) e uma cozinha que fabrica a própria massa - essa sim, uma pasta de qualidade na Ilha! O idealizador do espaço, Helton Costa, foi eleito o chef do ano pela Veja Comer & Beber Santa Catarina - 2011/2012. E não é só isso. A Cantina também levou os prêmios de Restaurante revelação e Melhor carta de vinhos, tornando-se grande destaque entre os atuais restaurantes de Floripa.
    Tinha como não conferir? Lá fomos nós. Como era uma noite especial, havia um menu degustação para os casais que quisessem optar por tal serviço. Com entrada, prato principal e sobremesa, a comemoração sairia R$85,00 por pessoa (sem bebida). Pedimos o cardápio da casa e vimos que todos os pratos serviam 2 pessoas, sendo o mais caro deles em torno de R$130,00. Optamos, então, por bruschettas de parma (R$18,00 4 unid.) como entrada. Na nossa opinião, ficou claro que o chef quis agradar ao paladar do brasileiro e cometeu o pecado de fritar o pobre parma, que ficaria muito mais saboroso se fosse servido cru num pedaço de pão, com uma base de tomate. Ponto. A foto não ajudou muito, porque eu quis focar o detalhe impresso no prato, mas aí vai:


    Como prato principal, pedimos o que consideramos o casamento perfeito da noite - fora o nosso, é claro =) - fettuccine de manjericão com paleta de cordeiro (R$86,00), de comer rezando - atentem para o charme da travessa onde nos serviram o fettuccine!


    Entre os 180 rótulos disponíveis na casa, escolhemos um Boscarelli de Ferrari, Toscana (IGT 2008). E eu não vou poupar elogios à elegância desse vinho. Suculento, com toque de frutas como amora e cereja, uma ponta de violeta e um tanino bom no final. Harmonizou bem com a carne de cordeiro. No total, além de duas garrafas de água com gás e sem a sobremesa, que dispensamos como quase sempre, pagamos R$238,00. Justo, eu diria!
    O lugar, além do toque romântico impresso pelas obras de arte espalhadas por todo o restaurante e a iluminação de vila antiga, oferece estacionamento próprio, cobra R$30,00 de taxa de rolha, tem acessibilidade, é um bom lugar para ir com crianças e aceita os principais cartões. Para mais informações, procurem a edição da Veja a que me referi anteriormente, ou acessem a página do Facebook da Cantina, aqui!
    Sem dúvida, nós indicamos!

    terça-feira, 5 de junho de 2012

    Gaspacho - a sopa refrescante

    Ontem eu comprei alguns pães bem interessantes. Sabia que o ponto alto do jantar seriam eles. Então investi num prato leve, refrescante e bem fácil de fazer, que servisse de acompanhamento aos pães, apenas. Gaspacho. É uma sopa de tomate fria, originária da Espanha, muito comum também em Portugal e no México, onde as pessoas costumam consumi-la no verão. Apesar de estarmos numa época fria aqui no Sul do Brasil, como essa sopa é feita apenas com vegetais, é excelente para os dias em que não queremos consumir muitas calorias antes de dormir. Tão simples que nem precisa de fogo.



    Ingredientes para 2 pessoas:

    4 tomates sem pele e sem sementes;
    1 pepino japonês, sem casca;
    1 dente de alho;
    1/2 cebola;
    1/3 pimentão vermelho;
    1 colher (sobremesa) de açúcar;
    1 colher (sopa) de molho de soja;
    1 colher (sopa) de aceto balsâmico;
    1/2 copo d'água;
    azeite;
    pimenta-do-reino;
    sal.

    Bata tudo no liquidificador e leve à geladeira por meia hora. Sirva em copos ou xícaras, para que as pessoas bebam.

    A todos, bon appétit!

    segunda-feira, 4 de junho de 2012

    Creme de mandioca e bacon



    Por esses dias, a Vanda (que mora lá na Austrália), trocou uma receitinha com a gente pelo FB e eu fiquei com uma vontade danada de testar, porque a foto era linda demais. E eu não estava enganada, ficou uma delícia! Então, aqui vai a minha versão do creme de mandioca com bacon (eu segui rigorosamente a receitinha dela, por isso copiei e colei os ingredientes e modo de preparo para vocês). O creme de leite eu coloquei meia caixinha e ainda acrescentei, junto à manteiga na primeira etapa, um pouco de azeite. Olha a receita da Vanda (beijo, sua linda!):


    ½ kg de mandioca;
    2 colheres(sopa) de manteiga ou margarina;
    1 cebola picadinha;
    250g de bacon picadinho;
    sal, alho e pimenta-do-reino a gosto;
    1 colher(sopa) de salsinha e cebolinha verde picada;
    2 colheres (sopa) creme de leite fresco, ou creme de leite normal.

    Modo de Preparo:

    Coloque 1 colher(sopa) de manteiga numa panela e leve ao fogo médio. Adicione a cebola, o bacon, o alho e os pedacos de mandioca, deixe refogar por alguns minutos. Acrescente a água e tampe. Cozinhe até que a mandioca fique macia. (ela cozinhou na pressão- 10 minutinhos).

    Bata tudo no liquidificador.

    Tempere com sal e pimenta-do-reino.

    Cozinhe em fogo baixo, sem tampa, até que engrosse.

    Adicione o creme de leite fresco, a salsinha e sirva a seguir.



    Para acompanhar, aqui em casa usamos pão italiano. Hummmmm!


    A todos, bon appétit!

    quarta-feira, 23 de maio de 2012

    Creme de mandioquinha e cenoura

    Arrumei uma desculpa pra atualizar esse blog: vou começar uma série de posts com pratos leves e fáceis de fazer. Assim, a gente une a preguiça dos dias de baixa temperatura com o conforto de uma vida mais saudável. Abrindo a temporada de caldos e cremes que chega junto com o friozinho das noites de outono então, vamos à receita que eu já estava devendo lá no Facebook: creme de mandioquinha e cenoura.


    Para 3 pessoas, você vai precisar de:

    4 mandioquinhas (ou batata-salsa/ batata-baroa, como chamam em alguns lugares do Brasil) médias;
    1 batata inglesa grande;
    1 cenoura grande;
    1/2 cebola;
    2 dentes de alho;
    300 ml de leite;
    sal, azeite e pimenta-do-reino a gosto.

    Em uma panela, coloque para cozinhar com 1/2 l de água as mandioquinhas, a batata, a cebola, o alho e metade da cenoura (tudo sem casca). Acrescente também os temperos.
    Deixe cozinhar até que comecem a desmanchar. Agora, o segredinho: para que o creme fique com essa aparência de mosaico da foto (mais claro no meio, mais escuro ao redor e com esses pontinhos), leve tudo  para bater no liquidificador junto com o leite e a outra metade da cenoura CRUA. Volte para a mesma panela em fogo baixo por alguns minutinhos, até engrossar um pouco. Vá corrigindo o sal e o azeite e sirva com torradas e creme de leite para quem quiser pingar no prato (opcional).

    A todos, bon appétit!

    P.S.: a próxima receita vai ser o creme de mandioca - com bacon - enviada pela minha amiga Vanda, diretamente da Austrália.

    terça-feira, 3 de abril de 2012

    Salada Thai

    Lembram que eu falei de um lugar onde almoçamos, em Sevilla, que era um bar de tapas com uma espécie de empório dentro? E lembram que lá tinha uma salada thai que eu queria imitar em casa? Pois é, aqui está a salada thai!

    Eu fiz assim:

    rabanetes cortados em rodelas muito finas;
    um molho de rúculas lavadas;
    1 manga (não muito madura) cortada em cubos grandes;
    1 cebola em fatias finas;
    azeite;
    gergelim torrado;
    molho de soja (tipo Shoyu);
    1/2 limão.



    Misture o azeite, o limão e o molho de soja. Monte a salada (começando pela rúcula) e regue com o molho - se preferir, também pode ralar um pouco de gengibre no molho. Espalhe o gergelim para enfeitar.
    A original tinha ainda uns gomos de laranja - que eu substituí pela manga, porque acho que é uma fruta que combina mais com molho de soja - e uns pedaços de cogumelos frescos (vejam na foto):



    Fica a sugestão para quem quiser acrescentar esses ingredientes e visitar o Ovejas Negras numa viagem a Sevilla. O marido gostou mais da minha salada, mas aí é café com leite, né!

    A todos, bon appétit!



    segunda-feira, 26 de março de 2012

    As pequenas raposinhas...

    O Beijo (Gustav Klint, óleo sobre tela, 1907-1908)

    "Apanhai-nos as raposas, essas pequenas raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor" (Cântico dos Cânticos). Foi sobre este trecho do Livro Sagrado do Cristianismo que um certo padre começou um discurso sobre o casamento que me chamou muita atenção, ontem, no Fantástico
    E o que eu achei interessante, mas tão interessante, que me fez vir até aqui abrir esse parêntese entre as minhas panelas? É que, primeiro ele falou de um dos livros mais lindos do Antigo Testamento, que resume muito bem os corações dos amantes: alegria, conflito, perplexidade, entrega... depois, porque em uma interpretação mais livre do trecho, as raposas são todos os perigos de um casamento, mas todos esses perigos estão reduzidos a um diminutivo plural (pequenas raposinhas), que torna tudo tão pequeno diante da grandiosidade de vinhas em flor - de um sentimento tão verdadeiro e intenso entre os amantes, que está vivo e cada vez mais vivo, pois está dando frutos.
    Pessoas, não se enganem: problemas, todos temos. E, quando deixamos que mãos de mais mexam nossas panelas, alguma coisa sai do ponto. Mas, a ninguém é dado o direito de apontar para sua casa e dizer que ali não vive gente feliz, quando quem aponta não vive (nem convive) ali. E que aponte os dedos para sua casa quem vive em perfeita harmonia, longe de todo e qualquer problema, intocável. As raposinhas, se entram em nossa casa, entram porque deixamos as críticas alheias (vindas do ciúme e da inveja) terem livre acesso em nosso lar. E, da mesma forma que entram, devem encontrar também a porta aberta para sair. Não devemos nos fechar em companhia das raposinhas em nossas casas. Porque aquilo que não nos faz bem, que se vá. A grande mágica do casamento é não levar os problemas para o leito, como na pintura de Klint, onde homem e mulher são casal, um só, no singular, completos em seus lençóis. Amém!

    A todos, bon appétit!

    quarta-feira, 14 de março de 2012

    Dicas práticas para a mulher moderna

    Serviço de mesa


    Uma amiga postou no Facebook e lembrei imediatamente de colocar aqui no blog. 
    Como organizar a mesa em uma ocasião formal:


    A todos, bon appétit!

    terça-feira, 13 de março de 2012

    Miniabóboras com carne seca

    Eu sempre tive vontade de comprar essas aboborinhas para montar uma mesa bonita, mas elas estão sempre tão caras que nunca tive coragem!
    Numa dessas, encontrei-as em promoção num supermercado aqui do lado de casa (R$2,99 o kg). E foi a minha chance de brincar de cozinha, né? Descongelei o último pedaço daquela carne de sol enviada pelos meus pais e inventei esse prato aí, ó:

    Miniabóbora com carne seca e arroz de leite
    Ingredientes para a abóbora:

    6 aboborinhas maduras pré-cozidas e limpas;
    300g de abóbora cozida amassada;
    300g de carne de sol, dessalgada, cozida na panela de pressão e desfiada;
    1/2 pote de requeijão;
    coentro.

    Modo de fazer:

    Cozinhe rapidamente as miniabóboras apenas em água. Abra-as na parte superior e limpe-as, retirando as sementes e fiapos.


    No liquidificador, bata a outra abóbora cozida com o requeijão e leve ao fogo para ferver. Em seguida, acrescente a carne de sol já desfiada e, por último, o coentro. Reserve um pouco da carne para enfeitar.

    Recheie cada aboborinha com esse purê e enfeite com a carne de sol desfiada que você reservou. Leve ao forno preaquecido por 15minutos. Antes de servir, enfeite com algum raminho verde (usei uma folha de salsinha).



    O arroz de leite é muito simples: para cada xícara de arroz que você vai cozinhar, use 2 xícaras de água e 2 de leite. Cozinhe primeiramente o arroz com a água e quanto baste de sal, normalmente. Em seguida, vá acrescentando o leite e mexendo, sem deixar secar, para que ele fique molhadinho. Você também pode acrescentar cubinhos de queijo coalho para finalizar.

    A todos, bon appétit!


    quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

    Pão recheado para o final da tarde



    Nesses dias de carnaval, enquanto a filha se divertia com os amigos, eu inventava o que fazer para o lanchinho das "crianças" depois da folia. Eu gosto disso. Na verdade, eu prefiro assim: que ela traga os amigos aqui pra casa depois da diversão. Há várias vantagens em poder conversar em grupo com os amigos dos filhos.
    Enfim, como estamos falando de adolescentes, as receitas precisam ser encorpadas - depois da folia, eles têm uma fome!!!! - e, mais que isso, precisam ser aromáticas, porque adolescente come primeiro com o olfato. Daí que eu me lembrei de um pão recheado com queijo, presunto e molho de tomate que minha mãe fazia. Era quase uma pizza fechada. Ela chamava de "pastelão". Modifiquei um pouco a receita, mas a cara é a mesma. E, olha: quem está a duas quadras de casa, consegue sentir o aroma do pãozinho no forno, hummmm!

    Ingredientes:

    Para a massa:


    2 tabletes de fermento biológico fresco;
    2 ovos;
    1 xícara de leite morno;
    1/3 xíc. óleo de girassol;
    sal;
    1 colher (sopa) de açúcar;
    3 1/2 xíc. de farinha de trigo (vai sempre mais um pouquinho);
    1 colher (sopa) de manteiga.

    Em um bowl grande, coloque o fermento para dissolver com o açúcar e o leite morno. Quando diluir completamente, acrescente os demais ingredientes e vá colocando a farinha aos poucos, amassando com as mãos, para ter a consistência certa da massa (está pronta quando soltar das mãos). Coloque para crescer. Se o dia estiver quente, 45 minutos são suficientes.


    Para o recheio:

    Enquanto a massa está crescendo, vamos ao recheio. Você vai precisar de:

    300g de queijo mozzarella;
    300g de presunto cozido sem capa de gordura;

    Na frigideira:
    4 tomates maduros, picados;
    1 cebola grande picada;
    2 dentes de alho;
    orégano (o truque para o olfato adolescente);
    sal;
    cebolinha verde picada;
    pimenta-do-reino;
    azeite;
    um pouco de passata de tomate.

    Coloque na sua frigideira média, a cebola e o azeite, frite um pouco, acrescente o alho e deixe dourar. Coloque os tomates picados e os demais temperos secos. Acrescente a passata na quantidade que desejar para formar um molho de tomate grosso. Espere ferver. A cebolinha deixe por último.

















    Montagem:

    Quando a massa crescer, corte-a em cruz, formando quatro porções menores (dá quatro pães, a receita. Nas fotos aparecem 3 porque tive que colocar um em assadeira menor, porque não coube). Em uma superfície limpa e plana, espalhe farinha de trigo e abra cada uma dessas porções em sentido do comprimento. Forme grandes retângulos finos com cada porção. Agora recheie: cubra os retângulos com queijo, presunto e a massa de tomate (nessa ordem). Depois, enrole-os como um rocambole (cuidado para a massa de tomate não ficar nas pontas do retângulo, senão vai abrir com a umidade) e deixe novamente crescerem mais uns 20 minutos, descansando dentro das assadeiras untadas e polvilhadas com farinha de trigo. Quando descansarem mais 20 minutos, unte os pães com uma gema batida e leve ao forno preaquecido a 180º por 30 minutinhos ou até que esteja assado (se seu forno for dos bons, em 20 minutos estará pronto).
    Sirva ainda quente,  com suco geladinho para os pimpolhos adolescentes (no meu caso, fiz suco de abacaxi com hortelã, porque o calor estava grande). Você vai ver suas 2 horas de cozinha terem sumido em 10 minutos!!!!! Eles adoram tudo o que tem cheiro de pizza!



    A todos, bon appétit!



    domingo, 12 de fevereiro de 2012

    Moqueca de siri

    Essa semana fomos ao mercado público, porque o preço do camarão despencou e ninguém é bobo de deixar isso passar assim, sem tomar uma atitude, né? O problema é que sempre que vamos ao mercado público com uma finalidade, voltamos com umas três sacolas a mais e foi assim que almoçamos na sexta-feira passada uma deliciosa moqueca de siri, invenção minha, mas executada pelo marido. O modo de fazer é como de qualquer outra moqueca, a não ser pelo inconveniente de trazer os siris vivos para casa e ter de matá-los em uma panela de água quente, na hora do preparo (siri fresquinho morre em casa, infelizmente. Comprar siri inteiro já morto é perigosíssimo, fica a dica). Então, siga o passo a passo dessa moqueca aqui, usando 1 kg de siris frescos e ainda azeite de dendê e leite de coco. Mas lembre de, antes disso, colocar os siris vivos em uma panela com água e ligar o fogo (você deve desligar  tão logo perceba que já morreram, não precisa esperar a água ferver). Enquanto eles estão na panela com água, prepare a panela de barro com os demais ingredientes e coloque os siris só depois que a base com os legumes estiver fervendo e, por último, despeje o leite de coco:



    Fica essa delícia aí:

    Salpique coentro antes de desligar o fogo. Sirva com arroz branquinho e farofa ou pirão!

    A todos, bon appétit!

    segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

    Receitinha rápida com gostinho de Nordeste

    Daí que, noite dessas, antes de dormir, lembrei de um arroz muito típico da Paraíba: por lá, chamam de arroz da terra e eu não conheço por outro nome. O marido disse que já comeu um bem parecido lá pras bandas da Colômbia, mas aqui no Brasil nunca vi em outra região. É um arroz meio rosado, de estilo muito rústico e vendido em todas as feiras paraibanas. No Mangai - o melhor restaurante de comidas típicas nordestinas - ele é feito de várias formas, principalmente com leite, para acompanhar a carne de sol.
    Aproveitei que a filha estava voltando da casa dos avós e encomendei um pacote do arroz da terra. No combo, minha mãe também mandou uma carne de sol "daquelas" (parecia um queijo de tão macia, e com o sal no ponto certo... nós estamos racionando o uso dela aqui em casa, porque dá até pena de acabar). 
    Estava num dia criativo e aqui vai uma receitinha rápida para os que moram na terrinha e têm os ingredientes à mão (quem não tem, pode inventar e substituir o arroz da terra por arroz branco e a carne de sol por um franguinho desfiado ou mesmo um frescal de São Joaquim, fácil de encontrar em qualquer supermercado daqui). 

    Arroz de forno com requeijão



    Ingredientes:
    1 e 1/2 xíc. (chá) de arroz da terra;
    400g de carne de sol desfiada;
    1 cebola roxa fatiada;
    1 cebola branca picada;
    1 pote de requeijão;
    1/2 caixinha de creme de leite
    coentro;
    sal;
    pimenta-de-cheiro;
    azeite;
    manteiga.

    Cozinhe normalmente o arroz, refogando-o. Deixe al dente. Reserve.
    Em uma frigideira, refogue a carne de sol com azeite e cebola branca, em seguida, utilize o processador para desfiar. Volte à frigideira com um pouco de manteiga, a pimenta-de-cheiro e a cebola roxa fatiada.

    Em uma travessa refratária, coloque o arroz, misture com o requeijão e o creme de leite (este serve para tornar a consistência do requeijão um pouco mais macia e facilitar a mistura). Cubra com a carne desfiada, coloque algumas fatias cruas de cebola roxa para enfeitar e leve ao forno pré-aquecido por 15 minutos. Antes de servir, salpique coentro. Sirva com um suco da região (mangaba, graviola, cajá... hummmm)!

    Prato montado, antes de ir ao forno.
    Fica delícia! E o que vale é a criatividade - sempre!

    A todos, bon appétit!




    quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

    Claras em Castelo - uma noite em Lisboa


    Sabe quando você está viajando há dias e se depara com um lugar que tem o cheiro da cozinha de casa? Não sei como acontece com a maioria dos meus amigos, mas há um determinado momento quando estou viajando em que a única coisa que eu desejo profundamente é comer qualquer comida com gosto do que a gente faz em casa.
    A gastronomia contemporânea guarda uma necessidade de ser única: na montagem dos pratos, na originalidade dos ingredientes, no inusitado das combinações. Isso é ótimo! Mas, viajantes gastronômicos que somos, chega uma hora em que nada cai melhor do que o bom e velho temperinho da vovó. E é disso que estou falando: do que foi inventado há séculos e deu certo! Do tradicional - e não menos excepcional - tempero caseiro.
    Quando fomos visitar as ruínas do Castelo de São Jorge, em Lisboa, J. procurou indicações de boa comida nas proximidades do lugar, visto que queríamos passar o dia perambulando pelas ruelas pitorescas da velha mãe lusitana. Eu havia encontrado pelo caminho uma gripe europeia daquelas... e meu humor estava profundamente abalado (meu marido não é bem o exemplo de alguém que tem paciência com moribundos, principalmente no meio de uma viagem: ele odeia doença, detesta falar sobre doença, não suporta quem só fala em doença... e, é claro que ficar doente no meio de uma viagem planejada por ele é sinal de estresse. Havia dois dias, então, que eu subia e descia ladeira naquela Lisboa inclinada, entre espasmos e espirros, ouvindo que "se o passeio não está agradando, podemos ir pro hotel. Eu já conheço isso tudo". Mas, era apenas gripe! Quem já sofreu com isso em uma viagem, sabe do que estou falando... e ninguém gosta tanto de visitar lugares e cidades históricas quanto eu - falo isso com prioridade, porque ninguém fez a proeza que eu fiz, de estar em Canudos, alto sertão baiano, às 5horas da manhã, para poder aproveitar o sol nascente, antes que aquilo ali ficasse insuportável, no sol escaldante das 8 da manhã! E naquela situação aparentemente inusitada, o que pra mim era doença, para meu marido era desinteresse). Assim, não insisti em procurar outro lugar para comer, quando ele falou que aquela portinha embaixo do portão de acesso ao Castelo era super bem requisitada no TripAdvisor. Fomos até lá, reservamos uma mesinha para mais tarde... e encaramos o sobe-e-desce dos becos da cidade alta. Que lugar lindo! Quanta semelhança com os centros históricos brasileiros: porcelaninhas, paninhos bordados, souvenirs coloridos de todos os tipos: Lisboa é um  Brasil mais velho! Quanto de mim eu encontrei por lá... quanto de lá eu trago por cá! Um encanto... e uma nostalgia doída.
    À hora combinada, então, chegamos para o jantar no Claras em Castelo [Rua Bartolomeu de Gusmão, 31, Lisboa]. O trocadilho é proposital, muito embora possa não ser entendido por alguns do lado de cá do oceano, então trato logo de explicar: "claras em castelo" é como os portugueses chamam o que para nós é conhecido por "claras em neve". Como o restaurante fica às portas do Castelo de São Jorge, uma coisa leva à outra, ora pois!
    O clima romântico e a simpatia da proprietária e de sua filha (que ajuda a mãe no atendimento e organização dos pedidos lá na cozinha) completaram o cenário que já me pareceu aconchegante ainda ao primeiro olhar. Com uma seleção de músicas para deixar qualquer casal em total sintonia, foi fácil esquecer o mau humor dos dias anteriores e entrar no clima de uma noite que terminaria muito bem, sim senhor! O cardápio é enxuto e renovado de acordo com o dia: a anfitriã te oferece umas 3 ou 4 opções do que fica difícil escolher uma só! As seletas garrafas de vinho à disposição também harmonizam com o clima de casa da gente... 
    Para entrada, escolhemos uma salada de queijo de cabra, nozes e mel. Uma combinação fantástica de sabores e, sem dúvidas, uma entrada que quero repetir para alguma visita especial aqui em casa. Como prato principal, J. optou pelo bacalhau com natas. Nós comemos bacalhau todos os dias em Portugal. Não apenas porque há a fartura do prato por lá, tampouco porque gostamos muito. Mas, o principal motivo foi para poder indicar aqui um bom lugar para comer bacalhau em Lisboa. Então, quem quiser comer um bacalhau com natas aos moldes portugueses:  Claras em Castelo! Este ganhou sobretudo pelo sabor!



    Eu pedi uma vitela cozida em legumes. Para acompanhar, tinha a opção de arroz ou batatas. Como eu já tinha puxado o olho no prato da mesa vizinha e namorado as batatas que estavam lá, optei por elas! Escolha da qual não me arrependo, olhem a maravilha:


    Pois, se eu acreditasse em milagres, diria que esta refeição foi milagrosa para minha gripe. Olhem que já cheguei curada no hotel, eu juro!!!! Santa vitela!
    E a chef não deixa por menos: se a porção não foi suficiente, ela te serve mais! Nós dois achamos mais que suficiente e comemos de gula até o final, porque essas delícias não estavam de deixar no prato!
    Enquanto J. degustava a sobremesa (algo como um apfelstrudel servido com uma bola de sorvete... mas a chef chamava a sobremesa por um nome específico, que não anotamos e depois esquecemos), eu fiquei na minha tacinha de porto:



    Por fim, o melhor da festa: a brincadeira saiu pouco mais de 60 euros (incluindo o vinho - um excelente tinto duriense de pequeno produtor, especialmente selecionado pela casa - a sobremesa e o porto do final)! Para completar o clima, um pouco de música no final deste post, para celebrar a descoberta, as amizades e o sabor de Portugal! Que a volta ao solo lusitano seja em breve!

    A todos, bon appétit!