quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Estética da identidade: toda panela tem sua tampa


“Mais do que eternas, as receitas são como as pinceladas de um quadro ou a partitura de uma música, podem carregar a expressão de seu autor. Se a arte é tudo aquilo que gera emoção e que possibilita a alguém se expressar, a cozinha pode ser vista como arte.”
(Alex Atala)
Escoffianas Brasileiras. Esse foi o presente - antecipado - de aniversário para o "chef" da casa. E a dica de hoje aqui no blog. Lançado pela Larousse do Brasil, o livro traz os segredos da culinária de Alex Atala e a história de como o mestre se tornou o grande chef da atualidade em nosso país. Mas, por que Escoffianas? O nome vem da junção entre as Bachianas Brasileiras, composição de Villa-Lobos, e o nome do chef francês Auguste Escoffier. Assim como Auguste na França, Atala sugere uma releitura dos pratos tradicionais tupiniquins, inserindo-os no conceito criado por Auguste de "cozinha moderna".
Escoffianas marca a necessidade dos chefs brasileiros de conhecer e se apropriarem dos ingredientes tipicamente brasileiros para o preparo de seus pratos. A inovação está no que se chama "culinária brasileira de raiz", pois qualquer prato do mundo pode ser recriado com a inovação que nossos ingredientes oferecem, como a salada de jambo e o risoto de coco, por exemplo.
O livro apresenta os pratos que fizeram parte da trajetória do chef em seu renomado restaurante D.O.M. e traz ainda mais de cem receitas, que podem ser testadas pelos iniciantes até aquelas mais elaboradas, que exigem equipamentos mais sofisticados. Mas, o mais importante é o ensinamento do autor. Ele diz que cozinhar deve ser um ato prazeroso e instigante, que traduza no paladar a identidade da comida.

A todos, bon appétit!

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