quarta-feira, 4 de maio de 2011

Degustação de vinhos brancos


Ontem, a confraria de J. se reuniu novamente (acho que depois da última reunião, eles resolveram que nós, as esposas, também poderíamos participar de algumas das degustações e então, com o número de participantes dobrado, o evento aconteceu no salão de festas aqui do prédio). Foi uma noite muito descontraída e mais uma excelente oportunidade para aprender sobre o mundo dos vinhos em um ambiente agradável, na companhia de pessoas muito legais!
O objetivo da degustação era harmonizar 3 vinhos brancos franceses (um, do Vale do Loire continental - Sancerre -, um do Vale do Loire atlântico - Muscadet-Sèvre et Maine - e um Chablis) com 3 pratos de ostras. A brincadeira consistia em descobrir qual receita de ostra ficaria melhor para cada tipo de vinho degustado.
J. fez então uma seleção das melhores ostras para que elas fossem degustadas in natura (apenas com umas gotinhas de limão) - o que, aliás, é a harmonização mais clássica para brancos do Loire.



Em seguida, J. preparou um tartare de ostras (muito simples: ostras in natura retiradas da casca e picadas, misturadas a cebola e tomate picados e temperadas com azeite e limão. Em seguida, retira-se a pele e a semente de tomatinhos-cereja, com cuidado para não abri-los, e recheia com o tartare).


Por último, J. preparou suas famosas (e deliciosas) ostras gratinadas (simples assim: cozinha as ostras no vapor, para abrir a casca. Enquanto isso, prepara o creme: frita cebola na manteiga, junto com o alho-poró, sem deixar escurecer. Mistura farinha de trigo na manteiga, mexendo rápido até dissolver completamente, adiciona um cálice de vinho branco, leite e creme de leite fresco em partes iguais. Mexe até engrossar - até que ele forme uma camada fina sobre a colher de pau - tempere com noz moscada, pimenta branca e raspas de limão-siciliano. Para finalizar, uma colherzinha de manteiga, depois que desligar o fogo. Jogue por cima das ostras na parte mais funda da casca, polvilhe parmesão ralado na hora e leve ao forno para gratinar ).

Para o resultado do nosso joguinho: apesar do Sancerre ter feito diferença nessa harmonização, o Muscadet-Sèvre et Maine e o Chablis brincaram muito bem com todos os tipos de ostras. Sendo que o Muscadet se mostrou mais leve e harmonizou melhor (como já sabíamos que aconteceria) com a ostra ao natural. O Chablis, em plena juventude, com sua acidez mais vibrante, limpava melhor a manteiga da ostra gratinada. O Sancerre, apesar de ter sido o vinho mais surpreendente da noite, tinha um perfil aromático mais expressivo, que pedia pratos mais elaborados.

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