sábado, 7 de maio de 2011

Cardápio mineiro


Foto retirada de www.ecoviagem.uol.com.br

Dia desses, o marido estava com desejo de costelinha de porco à mineira... e eu, que nunca tinha me metido a preparar um autêntico cardápio mineirinho, enfrentei o desafio. Coisa de terça-feira, hora do almoço, pra quebrar a rotina! Não é que deu certo? Basicamente, um arroz branco com alho, tutu de feijão e as esperadas costelinhas serviram bem a mesa aqui de casa. A salada de rúcula com maçã não foi nem mexida (mas se eu não tivesse feito, todos teriam reclamado, podem apostar), mas como não tinha couve mineira pra fazer a clássica couve refogadinha, foi o que tinha na geladeira.
Então, vamos lá:

Para as costelinhas à mineira:
  • 1 kg de costelinhas de porco
  • 3 dentes de alho picados
  • 1 cebola picada
  • sal
  • 1/2 xícara de chá de cachaça
  • 2 colheres de sopa de suco de limão
  • açafrão da terra
  • 1 colher de chá de louro
  • 2 colheres de sopa de salsa picada
  • 1/2 xícara de chá de azeite
  • 1 xícara de água quente
  • salsinha e cebolinha picadas
  • sálvia e alecrim

Modo de preparo:

  1. Corte as costelinhas, lave e deixe marinando no limão por, mais ou menos, uma hora; coloque em uma panela (se tiver panela de barro, excelente).
  2. Junte às costelinhas o azeite, a cebola e o alho; deixe dourar.
  3. Adicione os demais temperos (menos a salsinha e a cebolinha), deixe refogar, coloque a água, tampe a panela e cozinhe por aproximadamente 40 minutos ou até a carne amaciar sem desmanchar.
  4. Termine o cozimento com a panela destampada até secar. Por último, jogue por cima salsinha e cebolinha picadas.




Para o Tutu de feijão:


No meu caso, foi assim: tinha mais ou menos 500g de feijão preto, já pronto, congelado. Descongelei, passei no liquidificador, no modo "quick pic". Em uma frigideira, torrei cubos de bacon (o que o meu fogão ajuda bastante - dia desses descobri que consigo fazer a pururuca perfeita nele) fritei cebola, alho e linguiça calabresa separadamente, joguei o feijão processado na frigideira da linguiça, acrescentei farinha de mandioca, aos poucos, até engrossar e, por último, o bacon e cheiro verde. Ficou assim:






A todos, bon appétit!

Em tempo: como falar em comida mineira e esquecer o acompanhamento principal? É lógico que antes de tanta costelinha, tanta linguicinha, vai bem uma cachacinha, não é? Pois bem... a indicação nem é cachaça mineira, porque não sou do tipo traidora e, verdade seja dita: se tem uma coisa que a Paraíba sabe fazer é cachaça! Os alambiques dos engenhos paraibanos são reconhecidamente especiais e, então, não posso deixar de mencionar a deliciosa aguardente Volúpia, ganhadora de vários prêmios por aí afora. Segundo o marido, uma das melhores que ele já tomou (e olha que ele tem sangue mineiro)!

Sempre que vou à terrinha, é obrigação deixar lugar na mala para algumas garrafinhas, que eu sempre compro lá na Casa do Sertão, pertinho do mercado de artesanatos, em João Pessoa. Quando formos novamente pras bandas de lá, J. já avisou que uma visita ao engenho da Volúpia, em Alagoa Grande, será obrigatória. Aqui no Sul é difícil achar pra comprar, mas alguns sites vendem e entregam aqui. É só pesquisar...

4 comentários:

headphone disse...

Oi Kare, quanto tempo! :)
Tá cozinheira toda, hein? Lembrei daqueles grupos de estudo que fazíamos na tua casa pra estudar pro Sta Rita. Tu fez umas coxinhas de macaxeira que eu conheço só da fama, porque nesse dia eu faltei. Hehe.
Pelo que Pollibio já me falou, uma das sócias do engenho da Volúpia é nossa ex-professora de História, Manã, Lembra dela?

Um abração!

Um de nós. disse...

Olá!!! Erick, é você? Não consigo acessar o perfil do blog do comentário... mas imagino que seja! Claro que me lembro de Manã, a cachaça que ela fabrica no engenho dela, em Areia, também era uma das melhores, pelo que eu ouvi falar! Que bom reencontrar epssoas amigas de tão longas datas por aqui... obrigada pela leitura e pela lembrança das coxinhas de macaxeira!!!! Farei a receita delas pra publicar também hehehe!

headphone disse...

Sou eu mesmo, pensei que ia sair meu nome aqui. Me enganei quanto à cachaça. A que Manã fabrica é a Triunfo: http://areia.pb.gov.br/?pg=triunfo
Não sou muito de fritura, mas se a receita das coxinhas parecer fácil, eu até me atrevo a tentar. Hehe.

Um de nós. disse...

Deixa comigo, que essa receita de coxinha de macaxeira também pode ser levada ao forno, para evitar o óleo! Só precisa, como diria nosso Hino, ter braço forte pra mexer a massa na panela hehehe! É a parte mais difícil da receita! Ah, Triunfo! Era esse o nome da cachaça que ela produzia no engenho dela... muito boa tb. Até mais, meu amigo! Bom reencontrá-lo!