terça-feira, 26 de abril de 2011

Risoto de bacalhau


Essa receita é mais uma daquelas enviadas pela cunhada (na verdade, é apenas mais uma mesmooo, porque tenho ainda algumas páginas que ela me enviou para colocar aqui hehehe... devagar e sempre, vou testando, adorando e publicando)! Tudo começou quando estávamos procurando uma receita diferente para o bacalhau no feriado. Recebi por e-mail e já fomos tratando de executar. A propósito, adoramos receber boas receitas por e-mail. Depois de testadas, todas elas vêm parar aqui! Assim, sintam-se à vontade para contribuir com a melhoria de nossas "instalações" hehehe!
Risoto, por um bom tempo, me lembrou essas coias que a gente não precisa ouvir, mais por polidez da boa educação do que por não precisar saber! Coisas como "vocês se atrasaram pro meu casamento e paguei multa da igreja" ou "você sabe quanto custou esse meu tapete que você está pisando com seus pés molhados?"... well, well, uma vez servi um risoto num almoço para conhecidos e um deles saiu com uma dessas pérolas da indiscrição e falta de (bom) senso: "vai ter salada? Não como risoto. Não gosto". Diz a etiqueta que você só deve se negar a comer alguma coisa que te oferecem, quando você é visita e conhece pouco os donos da casa, no caso de ser alérgico à comida oferecida. Em outros casos, deixe pra comer o que gosta quando voltar para casa, mas seja gentil e compartilhe a mesa com elegância! Quando eu era pequena, minha mãe costumava sempre me alimentar bem antes de me levar para a casa de alguém conhecido, por dois motivos: para eu não pedir comida na casa de estranhos e, para o caso de oferecerem quiabo (a única coisa que eu não comia quando era pequena e hoje encaro numa boa - qualquer dia coloco aqui a receita do caruru ou franguinho ensopado com quiabo), então ela podia dizer que eu já havia almoçado e não estava com fome. Mas ela sempre me dizia: "Nunca diga ao anfitrião que você não gosta do que ele está lhe oferencedo. Pode ser a única opção que ele tem para servir". Cresci assim e, graças a Deus, minha filha também aprendeu o mesmo... e meu marido não faz desfeita (desde que não seja jaca, ele come absolutamente tudo). Principalmente com os adolescentes que frequentam minha casa hoje em dia, eu vejo o quanto essa simples regrinha é importante! Eles não comem nada... nem por educação! Assim, nem me preocupo mais: se a filha vai trazer amigos da escola pro jantar: tele-pizza. Ainda entrego o cardápio para eles escolherem o sabor, porque uma não come molho de tomate, outra não come cebola, aquele cabeludo não come orégano e o outro não come bláááááá... ninguém aprendeu a comer quando era criança? Quando vão embora, a filha sempre me fala: "o que vocês comeram? Sobrou pra mim?". Essa é minha garota!
Hoje então eu volto ao risoto, que adoro, para compartilhar a minha mesa com aqueles que querem provar uma excelente comida.Para o risoto de bacalhau da cunhada, você vai precisar de:
300 GR DE ARROZ ITALIANO, TIPO ARBORIO
400 GR DE BACALHAU DESFIADO
4 COLHERES DE MANTEIGA
4 COLHERES DE AZEITE EXTRAVIRGEM
1 CEBOLA
1 COPO DE VINHO BRANCO
1 FOLHA DE LOURO
1 LITRO DE CALDO DE PEIXE
3 TOMATES SEM PELE* E SEM SEMENTES
100 GR DE QUEIJO PARMESÃO RALADO NA HORA
SALSINHA PICADA
SAL A GOSTO.

MODO DE FAZER

REFOGUE O BACALHAU COM AZEITE, A CEBOLA E, POR ÚLTIMO, OS TOMATES E A SALSA. UTILIZE, SE QUISER, PIMENTA DE SUA PREFERÊNCIA. RESERVE.

AQUEÇA A METADE DA MANTEIGA E O AZEITE. REFOGUE O ARROZ COM A CEBOLA, A FOLHA DE LOURO E O VINHO BRANCO.

VÁ ACRESCENTANDO AOS POUCOS O CALDO DE PEIXE E MEXENDO SEMPRE, COMO DEVE SER O PREPARO DE QUALQUER RISOTO.

QUANDO O ARROZ ESTIVER AL DENTE, ADICIONE O BACALHAU REFOGADO E DEIXE POUCOS MINUTOS. DESLIGUE O FOGO, JUNTE O RESTANTE DA MANTEIGA E O QUEIJO RALADO E SIRVA IMEDIATAMENTE.

A todos, bon appétit!

* Dica: para tirar a pele dos tomates, faça dois cortes superficiais, em forma de cruz na pele deles, traspassando-os; aqueça água e mergulhe os tomates por um minuto. A pele irá se soltar naturalmente. Você só precisará retirá-la de forma delicada.


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