quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Coragem "a palo seco"



É só porque à vezes uma linha pode durar um ano para nascer no papel! Nós, seres destinados à escrita, também precisamos de algum momento para reinventar o cotidiano e, assim, deixar que as palavras se reproduzam. Nem sempre um bom escritor é aquele que inventa. Pelo contrário: o melhor deles apenas (re)apresenta o que está pronto em algum lugar. Uma paisagem é um texto que não precisa de revisão. Um filho é um longo livro a ser contado todos os dias. Os escritores apenas organizam o que os olhos não são capazes de capturar. O ver e não enxergar, tão corriqueiro e comum em nós. Esse foi um ano de reflexões aqui em casa. Ponto a ponto, tudo refeito. Mi-li-me-tri-ca-men-te recalculado... sem que percebêssemos. Um dia, acordamos com os móveis numa outra posição. Há várias teorias sobre o desejo. Uma delas, eu conto agora. Há quem diga que devemos ter muito cuidado com tudo aquilo que desejamos... porque, certamente, nos será concedido! Em "As brumas de Avalon" (não me recordo agora em qual dos volumes) a rainha Morgana profere sabiamente estas palavras ao seu irmão, o Rei Arthur. E, coincidentemente, ao se mudar para a Terra Santa, um grande amigo as pronunciou, talvez sem a menor intenção de fazê-lo, pedindo-nos um desejo! O fato é que seguimos seu conselho e o tal desejo foi atendido. Hoje, então, a receita do dia é um belo prato de coragem "a palo seco":
Ingredientes:
Um cd do Los Hermanos (regado a Belchior - aquele que gosta de dar umas sumidas hehehe)
Duas pessoas que se amam
Uma filha
Uma cachorrinha, filha caçula
Um lar
Um pedaço de mar
Uma boa história pra contar

Modo de preparo:
Coloque o cd pra tocar. Numa tigela funda e transparente, junte as duas pessoas, a filha, a cachorrinha, o lar. Misture tudo até que forme uma massa homogênea. Numa forma untada, coloque-os para descansar por duas semanas. Em seguida, acrescente o pedaço de mar, deixe dourar. Sirva com uma boa história pra contar. Atençâo: esse prato harmonizará muito bem com uma linda taça de Barnaut!
Pra ter mais graça, siga a receita aqui!

A todos, bem... já sabem!

sábado, 11 de julho de 2009

O enigma da esfinge


Há algumas explicações que, definitivamente, nos são dadas um pouco tarde na vida... essa semana, por exemplo, eu consegui decifrar o enigma que se prolongou por toda a minha infância e alcançou-me a idade adulta sem que eu achasse uma resposta. Vamos aos fatos: quando ainda somos crianças, não escapamos de certos vexames a que nossos pais nos submetem, como contar à visita que fizemos xixi na cama noite passada, mas a gente é descolado demais pra se importar com essas coisas. Aí quando nos tornamos adolescentes, alguns segredos são mantidos a sete chaves, porque tudo é vergonhoso demais, é feio demais, é comprometedor demais. E se nossos pais resolvem falar sobre nossa vida sem nossa permissão, vixi! Que escândalo!! Então, crescemos... e os problemas tornam-se mais sérios, mais chatos, mais dependentes de nós e o que era vergonhoso agora é contado como aulas de incentivo aos mais jovens, como momentos de superação, a gente quase dá palestras de autoajuda! E, talvez por imaginar que eu possa ajudar alguém com essa minha descoberta tardia, falarei sobre meu problema em largar a chupeta, na infância.
Durante muito tempo, eu imaginei que havia demorado a largá-la porque, logo que minha mãe me fez dar a dita para o mar, nos meus plenos 3 anos de (matur)idade e me disse que eu já estava grandinha demais para a chupeta, nasceu a minha irmã. Ela era um bebê, ela tinha atenção, ela precisava de colo. Eu já era "grandinha demais" para tudo o que ela não sabia fazer. Então, danei-me a roubar a chupeta da coitada, que se esguelava tardes a fio atrás da tampa de borracha, enquanto eu me escondia embaixo da cama e, enamorada, sugava aquela chupeta com todas as minhas forças, atracava-me em longos beijos com ela, cheirava seu látex como se aquele fosse o melhor perfume do mundo. Era uma relação de amor dolorida, porque eu sabia que logo seria descoberta, se não a devolvesse à boca de minha irmã, se não calasse de uma vez por todas aquele choro estridente e voltasse ao saudoso abandono da infância... a chupeta foi vista durante todo esse tempo como um objeto pelo qual nutri certa obsessão na infância, pelo qual sofri algumas noites o arrependimento do abandono do ser amado, durante muito tempo culpei-me pelo ato impensado e tão imprudente de tê-la arremessado em águas turvas, apertei minhas mãos em gestos de ódio contra mim mesma, sufoquei!
Eis, então, que Arnaldo Antunes entendeu minha angústia. Numa fase totalmente tomado pelas delícias da paternidade, Antunes escreve, em 2006, o livro Frases de Tomé aos 3 anos, coletânea de frases ditas pelo seu filho. Sobre o livro, ele diz: "Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Mas nem todas as respostas cabem num adulto". E talvez por isso ele tenha resolvido, mais uma vez, revisitar o universo infantil e, este ano, trouxe para as lojas seu mais novo trabalho: o cd Pequeno Cidadão, idealizado por ele e nomes como Edgard Scandura, Taciana Barros e Antônio Pinto, durante uma festa em que se encontraram, na escola dos filhos. Pequeno Cidadão é, enfim, aquilo que os adultos sempre esperaram para seus filhos: a resposta às perguntas incontáveis sobre obrigações, diversões, angústias. E a composição "tchau chupeta" ensinou-me que, na verdade, o medo de largar a chupeta não passa de um precoce medo de crescer! Ligando os fatos à menina de 13 anos que mora dentro de mim, aí está: aos 3 ela já tinha medo de crescer, de largar o lado moleca, de deixar de ser criança... e se tem uma coisa que tento não deixar de ser até hoje, por mais difícil que sejam meus dias, por mais decisões que eu tenha que tomar, é criança! Bem, como todo adulto, às vezes tenho atitudes infantis, mas não é disso que estou falando: falo da minha necessidade de meias coloridas, fazer careta no espelho do elevador, pendurar-me no braço de J. e ir pulando até a vendinha da esquina pra comprar sorvete! E a letra diz: "Todo mundo uma hora tem que se libertar"... nada mais justo do que dar essa explicação óbvia para uma criança! Porque nós crescemos e não será uma chupeta que vai nos impedir disso... joguem suas tampas, abracem o lado criança sem medo de que essa fase deixe de existir (porque para os bem resolvidos, ela nunca deixará) e sejam adultos felizes!
Para quem quiser conhecer o trabalho na íntegra, ta aqui, ó! Sugiro, além de "tchau chupeta", escutarem a música-título do álbum, porque nossos filhos precisam desde cedo aprender que tudo tem seu momento... mas isso, já é uma outra história!
A todos, bon appétit!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

"Ostra feliz não faz pérola"



E, em vésperas de completar meus 31, ganhei do marido, como um souvenir da última viagem a São Paulo, o livro mais placentário que podia ter me chegado às mãos nos últimos tempos - Ostra feliz não faz pérola, de Rubem Alves. Realmente uma das mais interessantes coletâneas de escritos, com pequenas resenhas de filmes, livros, citações de Nietzsche, Hemingway, T. S. Eliot, Guimarães Rosa, enfim, todos os célebres escritores que dependiam do sofrimento para produzir suas pérolas... fazia tempo que uma leitura não se identificava tanto comigo (ou eu com ela, como queira). E, para fechar então mais um ciclo, ao invés de quebrar espelhos ou cristais, vou aproveitar-me da escrita de Rubem para firmar que, sim, encontro-me poeticamente bloqueada para grandes criações... porque ando em estado de graça... sou deveras feliz!

"A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma: 'preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas...' Ostras felizes não fazem pérolas... pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor."

Música de hoje:
video

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Da necessidade de ser seletivo


A cada dia tenho mais convicção de que é mais do que um cuidado, é uma obrigação sermos seletivos na hora de comer. Mas, antes de entrar nos detalhes, vamos deixar claro: ser seletivo não é o mesmo que ser o chato da comida! Sabe aquela pessoa que é convidada para jantar em sua casa e a primeira coisa que ela diz ao provar o prato é: "Nossa! Que forte o tempero, não?", ou "apimentadinho, né?" e ainda tem a célebre "você colocou cebola?"... essas frases, honestamente, tiram o tesão de qualquer cozinheiro, principalmente quando ele tem todo o carinho e cuidado para elaborar o cardápio para um amigo... até porque, na arte do bem servir, muitas coisas não se fazem por mera elegância ou etiqueta, mas pelo prazer de que o outro se sinta bem em nossa casa, tenha vontade de voltar, de estar sempre em nossa companhia e, por outro lado, na arte do bem portar-se, não nos custa ser gentis com quem nos dá de comer, não é? Se você não gostou do cardápio, elogie o vinho. Se não bebe, elogie a louça. Se não tem nada para elogiar, apenas ouça a música e sorria com cara de paisagem. Mas evite a rispidez. É educado e não dói. Porque ser chato é imperdoável! E é bem melhor inventarmos uma desculpa para não irmos ao próximo jantar do que não sermos mais convidados para os próximos...
Enfim, enfim, voltando ao assunto: ser seletivo! Estava lendo sobre os alimentos orgânicos e ocorreu-me que nós comemos mesmo muita porcaria quando estamos fora de casa ou na correria do dia-a-dia... por exemplo, cada vez mais as sobremesas aparecem como "brinde" nos restaurantes a Kg! E nós, pouco acostumados a "ganhar" alguma coisa, ficamos como bobos da corte, nos empanturrando de leite condensado, estabilizantes, corantes, gelatinas artificiais... e nem percebemos que o que ganhamos mesmo é um pouco mais de calorias para queimar ao longo do dia! Na minha humilde opinião, o melhor doce é o que não leva açúcar. Ou (que seja), aproveitar o açúcar das frutas, por exemplo, é uma ótima opção para fazer uma sobremesa um pouco mais saudável (já experimentou frutas desidratadas - principalmente as cítricas - depois de um belo prato do trivial arroz com feijão? Faça o teste e veja como seu corpo responde com mais disposição). Morangos com sorbet de manga, hummmmm, que delicado! Mel também vale a pena e ainda nos faz purificar o sangue! A propósito, evitar os restaurantes a Kg é sempre a MELHOR assertiva. Uma, porque a comida é feita na base do "panelão" e nada me causa mais desconforto do que olhar as ajudantes da cozinha derramarem os baldes de comida nas tigelas, como se fôssemos porcos famintos à espera do que elas têm para servir. Outra, porque a gente sempre coloca mais do que precisa no prato... e paga pelo que não come! Portanto, se estou sozinha e tenho que almoçar, ainda fico com a opção de um saudável sanduíche de rúcula com tomate seco no empório que frequento ou, se vou almoçar com alguém, gosto de convidar minha companhia pra provar meu macarrãozinho aqui em casa (simples, mas limpinho), ou ir a algum cantinho sem a impessoalidade dos bandejões... porque ser seletivo é preciso*!

A todos, bon appétit!

*No sentido de ser exato, certo (assim como no poema de Fernando Pessoa: Navegar é preciso, viver não é preciso)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

As delícias da Bahia (ou "a bagagem dos viajantes")


Estávamos devendo um post sobre as férias... e como as próximas, daqui a 7 semanas, já estão programadas, é melhor que a gente sirva logo os pratos atrasados do passeio por um Nordeste cheio de aromas e sabores, com direito a mochilão e muitas aventuras.
Pra começar, foram algumas horas de estrada entre Blumenau e Curitiba, pra pegar um avião num precinho que coubesse no nosso bolso. De lá, direto pra Salvador, com direito a atraso de quase 5 horas em Belo Horizonte... de Salvador, algumas horas no mar para chegar até Morro de São Paulo, onde o paraíso faz jus ao nome! Já no primeiro dia na ilha dos sonhos, achamos de cara o que parecia ser o point do momento: a Toca do Morcego, uma espécie de boate a céu aberto, onde é possível admirar o por do sol ao som de baladinhas ao vivo e muita caipirinha, tudo da melhorqualidade! Vejam a folga da pessoa:


No dia seguinte, seguimos nossa aventura, desbravando o arquipélago e vejam o que encontramos, depois de 5 horas de caminhada:

Bistrozinho de uma pousada, perdido na areia da praia, num lugar aonde ninguém pensaria em ir, com vinho bom e na temperatura certa... e as lagostas a preço de Bahia (não se acha lagosta tão barata quanto na BA)!!!
Tudo parecia que tinha sido feito pra gente, porque não tinha mais niguém ali... além de nós e do garçom "contador de causo" hehehehe! Ainda conseguimos carona de volta com a kombi dos funcionários, que nos deixou na esquina da pousada... nada podia ser tão perfeitinho assim!

À noite, mais uma descoberta pra lá de saborosa: o bistrô "Anis"... um jardinzinho super agradável, com vista para o portal de entrada da ilha e com atendentes muito simpáticas. Lembro especialmente da Ana, que cozinhou pra gente um delicioso cordeiro com cuscuz marroquino e...


de entrada essa salada tropical, com folhas, manga, melão, castanha de caju e kani:

Dia seguinte, passeio de Land Rover até a praia de Garapuá, onde comemos uma autêntica moqueca de siri... a simplicidade com que o prato nos foi servido e a excepcional cerveja gelada fizeram com que merecesse participar deste espacinho tão seleto de nosso blog!


Era assim: um barzinho à beira mar, a gente pegou um quiosque pra tomar água de coco e o cheirinho nos fez decidir almoçar por lá mesmo... o que valeu a pena! Destaque para a pimenta malagueta genuinamente baiana, que estava de comer de colherada, se nossas papilas dessem conta, lógico!
Ah, sim! É lógico que moqueca foi o prato das férias... de todos os tipos... porque, como diria o ditado, "na BA, como os baianos", oras! Lá em Morro também provamos a excêntrica moqueca de polvo, no bistrô da pousada "Minha louca paixão", de propriedade de portugueses. Outra iguaria que valeu cada centavo:





Outro lugar que merece destaque é Boipeba, uma ilhota muito linda e ainda bem selvagem, que tem como grande atração, além da natureza, é claro...


o Guido e suas lagostas. Em qualquer guia de turismo nacional (ou internacional), vocês se deparam com a foto do Guido, a quem tivemos o prazer de conhecer pessoalmente e experimentar as famosíssimas lagostas, preparadas com simplicidade e muito esmero. Cada cliente é um amigo e todos merecem especial atenção dessa figura popular e ainda tão tímida:


Na última noite na ilha, fomos ao restaurante da pousada "Casarão". Bossa Nova ao vivo, cordeiro presunto de parma... o tinto fez as honrarias finais:



Mas, como a arte da conquista é milenar, o lanchinho final antes de irmos embora - depois dessa semana de deslumbres visuais e gastronômicos - foi mesmo no surpreendente Anis... fui obrigada a voltar para experimentar o suco de laranja com gengibre (já fiz em casa e deu certo... depois passo a receita) e o famoso bolinho de estudante com sorvete de creme (esse aí, que dá água na boca e não é possível descrever a crocância e o sabor ímpar)...


Agora, o maior absurdo é uma fã incondicional do acarajé ter provado vários deles (e ter chegado à conclusão de que o melhor acarajé baiano é feito por uma sergipana, na praia de Stella Maris, em Salvador) e não ter tirado nem uma foto da iguaria para colocar aqui! Atenção, mesmo sem fotos, ninguém vai verdadeiramente à Bahia se não come acarajé (amarrem uma fitinha do Bonfim na igreja homônima, passem uma tarde em Itapoã, dois dias no Pelourinho, e comam acarajé, de quantas "baianas" derem conta)!
Para finalizar, um hino à saudade:
http://www.youtube.com/watch?v=-w3w6zr2FQs Ah, se a delícia da Bahia fosse apenas a comida... salve, salve!


A todos, bon appétit!

domingo, 17 de maio de 2009

Sob os ares de outono (ou: "antes tarde do que nunca")

Difícil começar um texto quando se tem muito a falar... são tantos assuntos acumulados por aqui, tantas novidades (na vida), tantas experiências gastronômicas e emocionais a engrossar no caldeirão que, por um momento - este mesmo, quando a gente para para escrever (e ainda mais em tempos de acordo ortográfico, quando o para verbo confunde-se com o para preposição) e descobre que as palavras devem ser organizadas de forma lógica e consistente - até dá a impressão que perdemos a mão no sal ou nas especiarias... e acho que foi exatamente pela necessidade de consertar o sal e provar novas especiarias que me distanciei um pouco da assombrosa necessidade da escrita. Foram dias e dias de hiato criativo e martírio psicológico, deixando a poeira acumular-se pelos cantos dos livros e das ideias... foram obrigações outras que me distanciaram desse mundo tortuoso do qual faço parte, desse universo onde tudo já foi dito e onde não cabe o encanto do novo ou a simplicidade da cópia... e nesse processo, em que Lispector esteve tão presente, foi necessário rasgar o verbo algumas vezes, cortar alguns laços infrutíferos, olhar intensamente para os fins de tarde, deixar o coração absorver grandes sentimentos indestrutíveis com a consciência plena e me preparar para o que virá com o corpo e com o espírito... porque - creiam - as mudanças são grandes e uma delas tem olhos verdes do tamanho de azeitonas:



Para abrir com chave de ouro, a receita do prato comemorativo de dia das mães (esse sim, de verdade!):

Costelinha de porco caramelizada no aceto balsâmico

Ingredientes:
1 kg de costela de porco;
1 cenoura grande picada, a jullienne;
2 tomates maduros, sem casca, cortados em cubinhos;
2 dentes de alho;
1 cebola grande cortada;
200ml de aceto balsâmico;
sal;
1 folha de louro;
1 colher (sopa) urucum ou colorífico;
250ml de caldo de galinha (se não quiser fazer o caldo, depois eu dou a marca que é menos agressiva para a saúde);
150g de toucinho (bacon);
50 ml de cachaça.
azeite extra virgem;
cebolinha verde picadinha;
salsa;
sálvia (agora temos na hortinha - está linda).

Modo de preparo:

Em uma travessa, tempere a costelinha com pimenta do reino e limão, reservando por cerca de 2 horas, na geladeira.
Numa panela de ferro, frite o toucinho, em seguida, jogue a costelinhapara dourar. Retire da panela, descartando o excesso da gordura, e deglace com cachaça de boa qualidade. Coloque a cebola, o alho, refogue no azeite, acrescente a cenoura e a sálvia, e deixe cozinhar, até que forme um caldo espesso (cerca de 40min). Jogue o aceto, o colorífico e os tomates, mexendo até que reduza a metade do volume. Volte com a costela à preparação, incorporando-a ao caldo, envolvendo-a nele. Leve ao forno a 150ºC, por 3 horas. Sirva com cebolinha verde e salsa. De acompanhamento, arroz branco e couve mineira frita (corte a couve bem fininha e jogue-a em óleo quente, retirando-a imediatamente - fica crocante e com um sabor muito delicado).
Para fechar o cenário, flores para a mamãe:


A todos, bon appetit!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Stand-by

De volta, mas ainda em ritmo de férias... porque "quem vem pra beira do mar, ai, nunca mais quer voltar"!
Feliz 2009 a todos vocês, amigos queridos! Próximas receitas com cheirinho especial de dendê - porque tem muita coisa boa "no tabuleiro da baiana" estes próximos dias!
Saudações carinhosas a todos!