quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Para os dias de chuva:

Bom, e como por aqui não pára de cair água e despencar morro pra todo lado, atendendo a pedidos resolvi postar uma receitinha bem prática para certas pessoas-que-trabalham-em fábrica-de-chocolate!!!
Momento dessert:

Soufflé de chocolate (hummmmm)
1/2 xíc. de farinha de trigo;
açúcar mascavo;
1 1/2 xíc. de leite;
90g de chocolate meio amargo, picado;
6 ovos separados;
2 colheres de chá de baunilha;

castanha-do-pará ou nozes trituradas;

manteiga sem sal.
Modo de fazer

Em uma panela, prepare um creme liso com a farinha, 1/4 de xíc. de açúcar e o leite. Leve em fogo médio e cozinhe até que a mistura engrosse e comece a ferver. Deixe cozinhar por mais um minuto, tire a panela do fogo, adicione o chocolate e mexa bem. Misture as gemas e bata rapidamente, até que fique um creme bastante amalgamado. Acrescente a baunilha. Por último, coloque as claras em neve e misture-as delicadamente.
Numa travessa funda para soufflé (ou em travessinhas individuais, como na foto), passe a manteiga, salpique açúcar e as castanhas (ou nozes) trituradas. Coloque o creme e leve ao forno previamente aquecido por um tempo médio de 40 minutos.

A todos, bon appétit!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"Não tinha teto, não tinha nada"... mas não era engraçado!


(esta foto, tiramos da janela do quarto da Carolzinha... se derem zoom, vão ver o que estamos monitorando, enquanto estamos presos aqui em cima: aquele muro está caindo... e a casa dele tb! É só uma questão de tempo... e ver as pessoas descerem o morro com colchões na cabeça é o que mais machuca, o que mais desespera, o que mais aflige quem nada pode fazer para AJUDAR)

Aos poucos, a água vai baixando... e o que fica, além da lama, é a tristeza de ver os estragos, as perdas, o sofrimento... fica o medo, a incerteza. Ficam as preces diárias.

domingo, 23 de novembro de 2008

Ilhados!!!!


Agora a água chegou aqui na frente do nosso prédio! Vem água da Rua Antônio da Veiga e está descendo bastante água da Associação da Cremer! A orientação da defesa civil é de que a população também não passe pela nossa rua! Vamos ficar tranqüilos em nossas casas!

Da série "se eu tivesse um canudinho"


Nova foto de Blumenau, tirada há 1 hora ( eu achei aqui ) ... o nível do rio aumentou consideravelmente nesta manhã...

Estado de emergência


Se vocês estão acompanhando as notícias sobre SC na mídia, devem estar se perguntando como está a situação em Blumenau... Gente, isso aí no final da rua de nosso prédio é água mesmo, chegando de mansinho (quanto mais chove, mais enche o rio e mais a água se aproxima do portão do prédio. Se derem zoom na foto, dá pra ver melhor)... não temos como sair do prédio e, no momento, nem da cidade! Temos água potável e comida em casa, energia em alguns momentos do dia (desde ontem), fizemos reserva de água porque o abastecimento foi cortado em toda a cidade. Estamos a salvo, mas preocupados! Principalmente com os barrancos que estão caindo por toda a cidade (Blumenau é rodeada por morros e eles estão desabando a cada minuto). Estamos seguros, apesar de tudo! Mantemos contato!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Porque ele é meu benzinho...


Interessa
(composição: Carvalhinho/ intérprete: Roberta Sá)

Se você quiser saber (Interessa?)
Por que é que eu gosto dele (Interessa?)
É que ele é meu benzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe.

Se você quiser saber
Por que é que eu gosto dele (Interessa?)
É que ele é meu benzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe.

De manhã me dá um beijo
Quando sai pra trabalhar
Adivinha o meu desejo
Traz docinhos pro jantar.

Quem é que não desejava
Ter um maridinho assim?
A sorte não é pra todas
Talvez seja só pra mim.

(Interessa?)

Você pode (e deve) ouvir aqui

sábado, 8 de novembro de 2008

Costelas de porco ao molho de maçãs

Ingredientes:
600 g de costelinhas de porco temperadas;
4 maçãs sem casca, cortadas em cubos;
2 colheres (sopa) açúcar;
20 g de manteiga;
1 tira de casca de limão;
1 cravo-da-índia;
1 pau de canela.

Num refratário, coloque as costelinhas temperadas a gosto e leve ao forno pré-aquecido (deixe-as 10 min a 300ºC e mais 30 min a 150ºC).
Enquanto isso, numa panela, coloque as maçãs cobertas até a metade com água para cozinhar. Acrescente o açúcar, a casca de limão, o cravo e a canela. Quando as maçãs ficarem brilhantes e macias, retire da panela a casca de limão, a canela e o cravo e passe-as em um chinois. Pegue o purê resultante, volte ao fogo brando e mexa até reduzir ou até que adquira a textura desejada (esta deve ficar no ponto certo de cobrir levemente as costas de uma colher). Jogue a manteiga gelada e desligue o fogo, mexa até que misture tudo.
Em um prato, arrume a costelinha e o acompanhamento (no nosso caso, J. fez chuchus cozidos no mesmo molho da costelinha... ele retira a costela do refratário, deglaça a assadeira com vinho branco e aproveita o molho para os chuchus já cozidos - delícia que fez sucesso no reveillon de 2007, na casa do Adriano, mas naquela ocasião, J. usou batatinhas). Só coloque o molho de maçãs sobre a costelinha na hora de servir!
Para acompanhar, uma alemã geladinha!


A todos, bon appétit!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Você tem fome de quê?

















Esta, definitivamente, é uma casa de pessoas bem alimentadas! Não só pela comida (que, diga-se de passagem - J. faz com tanto carinho e capricho), mas também pelas leituras que realizamos a todo momento... a leitura, um saudável alimento. Jorge L. Borges disse certa vez que sempre imaginou o paraíso como uma espécie de livraria. Não sei exatamente a que paraíso ele se referia, mas o nosso paraíso diário certamente é feito das horas em que passamos descobrindo novidades para contar um ao outro, nas páginas dos livros e revistas que nos habituamos a folhear. (como essa musiquinha aqui, ó: "para você, o que você gosta!") Antes de cozinhar a omelete que está fazendo, por exemplo, o chef consultou seu livro de receitas... antes de ir à cozinha, lia a revista que chegou esta semana. Eu ainda vou mais longe: leio e escrevo sobre tudo o que leio! Não apenas dialogo com meus livros, mas gosto de dialogar para além deles. Não me contento apenas em imaginar as personagens, recriar ambientes, mas gosto de pensar sobre como tudo continua depois que a história acaba (desde pequena, o "felizes para sempre" dos contos de fadas nunca me chamou tanta atenção quanto pensar na Cinderela cuidando de seu casal de filhos e dando ordens aos vassalos sobre a ceia... ou João e Maria contando para os netos sobre o espetáculo de terem mordido paredes de chocolate, quando crianças!!! É lógico que, em alguns casos, sobretudo depois de adulta, isso se tornou um problema: nunca desculpei Capitu pela traição a Bentinho... tomei partido mesmo nessa discussão machadiana e nem me importo pro que diz a academia... Capitu foi uma devassa insensível!). Quando estou lendo, não são raras as vezes em que tenho a incontrolável necessidade de interromper a leitura para contar a J. sobre minhas impressões acerca de personagens ou passagens... não sei se ele gosta disso, mas nunca me manda parar. Ouve tudo atentamente e até arrisca uma opinião de vez em quando.
Atualmente, aventurei-me nas indicações de meus alunos e peguei emprestado este aí da foto. A primeira vez que vi A menina que roubava livros, a capa lembrou-me a cena de um filme... fiquei com aquela estranha sensação e, toda a vez que alguém citava esta obra ou passava com ela nas mãos, lá me vinha o tal filme de novo à memória. Muito bem! Quando resolvi lê-la, finalmente, descobri que não seria à toa que aquela capa, de alguma forma, mencionava a mim a tal película... a roubadora de livros, a cada página, mais se parece com uma menininha que surge na tela do famoso A lista de Schindler e agora eu mal posso esperar pelo final, apenas para comprovar que duas cenas, indubitavelmente, tenham inspirado o autor deste romance: 1. tela em preto e branco, dia. O personagem principal observa as ruas tomadas pelos soldados alemães quando, de repente, surge na tela acinzentada uma menininha vestida num casaco vermelho. 2. tela em preto e branco, dia. O personagem principal observa corpos de judeus serem atirados em valas quando, de repente, reconhece o pequeno corpo da menina vestido no mesmo casaco vermelho...
E daí que, para minha fértil imaginação fazer o elo que faltava entre capa e filme só precisou mesmo chegar até a página 19... e quanto mais eu leio, mais essa pequena figura se torna aquilo que eu faço com tanta freqüência: a continuação da história de uma personagem que chamou atenção! Como sabemos que a menina morre, este autor (Markus Zusak) deve ser um desses curiosos (como eu) que, não podendo saber quem era a tal menina de casaco vermelho, deu a ela uma vida, escreveu sua história, já que dela nós só conhecíamos a morte. Eis um diálogo saudável: aquele travado entre nós e nosso poder de criação!

A todos, bon appétit!