terça-feira, 28 de outubro de 2008

Errar é humano...

Voltar a um restaurante como esse aí é loucura!

Para quem mora em Blumenau, a dica para restaurante japonês é: vá ao infalível Miyoshi ou não tenha medo de experimentar a excentricidade e o requinte do Akatori (este menos conhecido fica ali, no Bom Retiro, numa rua super sossegada e você certamente sairá de lá com a sensação de que comeu muitíssimo bem e bebeu melhor ainda). Nós, que dificilmente caímos em tentação e seguimos outdoors, voltamos para casa numa noite dessas extremamente frustrados por não seguirmos nosso próprio conselho... e fomos ao point do momento. A princípio, o lugar - e a propaganda - até podem enganar. Mas, para consumidores atentos e paladares exigentes, o tal Nai-Nai sushi bar, que promete virar uma franquia no próximo ano, é um daqueles equívocos que nos fazem remoer no colchão, na volta pra casa, lembrando das cifras da "dolorosa" e do (quase nenhum) prazer da comida!

Vejam só a cara de J. quando descobriu a cilada onde estávamos prestes a nos meter... hehehe!!! E eu até tive vontade de dizer "não, olha em volta, meu Amor! Veja que lindo lugar. A música - lounge, imitando o Buddha Bar, de Paris (como revela a própria descrição do lugar, no site disponibilizado para consulta) que nem combina com estes quadros orientais nem com as persianas de bambu - é só um detalhe, calma!"... mas, daí o garçom-eu-comecei-aqui-hoje atrasou a entrega da minha Sakerita (algo como uma caipiroska de sakê) tempo suficiente para eu também fazer cara de "ok, você venceu" e ser obrigada a concordar que a noite prometia... dor de cabeça! Daí pra frente, o festival de Temaki virou festa do soninho, porque dava tempo cochilar e beber o shoyu pra acordar de novo até que chegasse a próxima rodada! Não, não vamos falar sobre o salmão nitidamente descongelado às pressas, servido "morno", na alga murcha e úmida e nem sobre o atum em falta... ou ainda sobre o ponto "papinha de neném" do arroz! Não, não, não... nada disso foi mais constrangedor do que ver clientes pulando das mesas e pedindo suas contas, porque eles iriam jantar num lugar no qual servissem a comida antes da fome passar! Ai, ai... fiasco pouco era bobagem!

Então, amiguinhos, não se enganem! Nem sempre o "pequeno, mas limpinho" vale quanto se paga! E, se tinha alguma coisa boa? Sim, tinha: a Heineken estava geladíssima, como pede o clima blumenauense... mas, nada que a geladeira da nossa casa também não seja capaz de fazer!

É por isso que eu sempre digo, a todos: bon appétit!

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