terça-feira, 15 de julho de 2008

"Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?"


Como eu ia dizendo, nós não temos inimigos, se soubermos não cultivar os desafetos! Com o tempo, aprendi que os que me fazem mal ou querem que eu não me saia tão bem, são naturalmente descartados de minha convivência e ponto! Não há motivo para remoer as existências que não me renderam sabores agradáveis... porque mesmo o amargo, o salgado ou o insosso tem lá seu lugar no paladar. Àquilo que não me agrada, a indiferença... ou o esquecimento! Tem sido assim... e tem funcionado! Exceto para ela... a tal da tese! Dormir e acordar com esse Bicho-Papão embaixo da cama está com os dias contados - porque ou ela me engole ou eu a traço de garfo e faca! E, por falar em comer, não é que de tanto garimpar por esses preciosos terrenos, eis que me surge a idéia de mais um capítulo!? Atualmente, ele está intitulado de "Batuque na cozinha: o samba do malandro e a panela da sinhá"... vamos ver o que vai sair dessa mistura! A idéia é analisar letras de samba que têm como tema a cozinha brasileira... e por aí já me deparei com Caymmi, Ary Barroso, Chico Buarque, Seu Jorge... e quem conhecer mais coisa, vai me mandando que a construção da tese já está em vias de entrega!

Nessas andanças por novas bibliografias, deparei-me com tudo um pouco: Jorge Mautner e um estudo sobre a tradição "virundum" (dá um super trabalho na escola... sabe o que é isso? A traição de nossos ouvidos! Quem não já ouviu a letra de uma música e entendeu outra coisa? Morri de rir com a troca de versos por reversos e depois dou uma canja... mas quem quiser ler na íntegra, passo também a bibliografia), Arnaldo Antunes e Paulinho da Viola, o erudito Antônio Nóbrega e a reinvenção das manifestações populares, Walter Benjamin (que me persegue desde o mestrado) e a origem do Drama Barroco Alemão (uau!)... enfim! Los Hermanos, Mariana Aydar, Roberta Sá, Mart'Nália, Marcelo D2, Orquestra Imperial... tudo isso pra descobrir o bendito tempero do samba... de onde vem e aonde vai essa necessidade de reafirmação de uma identidade nacional, perdida (ou nunca tida) desde Carmen Miranda. E mexer no vespeiro exige coragem: porque falar em Carmen pede um estudo profundo sobre a máquina que molda a sociedade ocidental (como diria Bin Laden - hehehehe): os EUA. Daí vai ficando mais ou menos assim:

"O cantor e compositor popular brasileiro, Seu Jorge, em composição intitulada “a massa”, revela: Amassando a massa/ A mão que amassa a comida/ Esculpe, modela e castiga/ A massa dos homens normais”. É a mão do Poder ( aquela que “amassa a comida” e dá de comer a quem tem fome), esculpindo, modelando o homem a seu bel prazer e o castigando, numa atitude antitética de oferecer o prato pronto (a cultura da massa) e não ensiná-lo a digerir o alimento (a necessidade do bem-estar e a submissão doente). "

Essa sou eu... misturando comida e filosofia... e aí, alguém me diz do que é feito esse samba?Quando estiver pronto, envio a quem interessar possa!
Por hora, ouçam um pouco de tudo de bom que vem surgindo nesse emaranhado de "velhas novidades" do nosso repertório nacional (eu adoro essa mulher!):
Bon appétit!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Je suis en vacances (traduzindo: "que cor eu pinto essa parede?" hehehehe)

eu havia pensado em um verde, talvez! Porque combina com a Sofia e com a Tarsila ali do porta-chaves... mas aí, com a Tarsila também combina azul... e agora? Aceito sugestões!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Feito por mim!



E quem disse que eu também não dou meus passinhos (pequeninos ainda) pelo vasto universo da culinária? Aí vai a receita que inventei (e deu certo) de:

Peito de frango com chutney de manga e vegetais na manteiga:




Você vai precisar de:

500 g de peito de frango (temperado em alho e sal, apenas);
uma manga madura;
uma manga não tão madura (para enfeitar);
uma abobrinha;
uma cenoura;
cogumelos franceses;
gengibre ralado (a gosto);
1/2 limão siciliano;
pimenta-do-reino (a gosto);
pimenta vermelha (para enfeitar);
pimenta rosa (para enfeitar).
umas aulas sobre elaboração de pratos com o chef J. (hehehehe).


Comece assim:

Faça uma polpa grossa da manga (mais ou menos 300 ml) e leve ao fogo, com um pouco de sal, gengibre, gotas de limão e pimenta-do-reino. Deixe reduzir até que fique da consistência de um mingau.
Numa frigideira funda, coloque umas gotas de azeite e um pouco de manteiga, passe o peito de frango até que fique levemente dourado de ambos os lados. Retire-o e reserve. Na mesma frigideira, com manteiga e azeite novamente, faça o mesmo com os cogumelos, reservando-os. Rale os vegetais no sentido do comprimento (para que fiquem em finas e longas tiras). Passe-os na frigideira rapidamente (assim como você fez com o peito de frango e os cogumelos).
No prato, coloque o peito de frango, por cima os vegetais e, por último, despeje ao redor deles o chutney de manga. Para decorar, fatias da fruta, pimenta rosa e a pimenta vermelha. Sirva com vinho branco (este aqui era um Bouza, Chardonnay 2006 - que vale a pena conferir, coisa de cinema, viu pessoal!).
Bon appétit e até loguinho!