terça-feira, 16 de dezembro de 2008

"Deixa o verão pra mais tarde"...


Eis que, às portas da nova estação, resolvemos fazer as malas e sair da chuva. Eu confesso que o motivo maior está longe de ser os 40ºC deste solstício. É mesmo a necessidade do descanso... assim como não queremos chuva, a agitação das noites quentes no Nordeste não é nossa prioridade. Amanhã estamos embarcando para Morro de São de Paulo. De lá, ilha de Boipeba. No Natal, Campina Grande e reveillon em João Pessoa (minha idolatrada-salve, salve John People de todos os sonhos)... de lá, praia da Pipa, sem pena do bolso! Tudo isso, não pelo sol ou dias sem chuva... mas pelo descanso da alma... pela necessidade de deitar o corpo exausto num pedaço de areia e tapar o sol com bloqueador 50. Na bagagem, muita leitura (não da obrigatória, porque o cérebro não funciona mais - só livros escolhidos para o lazer) e várias sugestões de boa comida e indicações de praias desertas. Câmera nova para fotografar o sorriso relaxado, duas malas (uma só para os desejos). E, por falar neles, deixamos aqui, como um carinho de ano novo, um trecho que inspirou meu discurso para a formatura da minha turma de 8ª série deste ano (da qual fui escolhida como madrinha), retirado do livro Contos de amor rasgados, de Marina Colasanti (texto para ser lido ouvindo isso aqui, ó:)

Quando anoiteceu, saiu para pescar. Peixes não, estrelas.

Afastou-se da casa, atravessou um campo até seu limite.

Na linha do horizonte, sentado à beira do céu, abriu a caixa de frases poéticas que havia trazido como iscas. Escolheu a mais sonora, prendeu-a firmemente na rebarba luzidia.

Depois, pondo-se de cabeça para baixo, lançou a linha no imenso azul, deixando desenrolar todo o molinete.

E , pacientemente, enquanto a Lua avançava sem mover ondas, começou a longa espera de que uma estrela viesse morder o seu anzol.


A todos, muitas noites de pescaria em 2009!


sábado, 6 de dezembro de 2008

Napolitano coração...

E então que ontem eu ganhei um presente fofinho de uma aluna mais fofa ainda (que nem é mais minha aluna, mas reconhece nosso árduo e valioso trabalho) e eu acho que era só o que faltava para que a inspiração voltasse e eu preparasse alguma coisa original aqui em casa.
Senhoras e senhores, a pizza de coração na frigideira:


Para a massa, você vai precisar de:
2 xíc. 1/2 de farinha de trigo integral;
1 colher de manteiga;
1 pitada de sal;
1 copo de leite morno;
2 colheres de linhaça triturada.

Junte tudo até que desgrude das mãos e faça quatro bolinhas. Abra-as até que fiquem muito finas e, em seguida, coloque na frigideira (no meu caso, tentei dá-las formato de coração, para um jantar romântico e divertido):

Em uma boa frigideira de teflon, coloque a massa aberta (nada de óleo ou azeite, porque o interessante é que a massa fique sequinha, crocante), passe molho de tomate, jogue queijo mussarela ralado bem grosso e invente os sabores (a da primeira foto deste post é de abobrinha e cogumelos franceses salteados no azeite. A de rúcula, tomates secos e mozzarella de búfala também ficou muito bonita e deliciosa). A dica é que você abafe por alguns minutinhos a pizza na frigideira para que o queijo derreta, mas não deixe a tampa tempo suficiente para o molho de tomate soltar água e tirar a crocância da massa.

Depois, é só brincar de quem vai ficar com o pedaço maior do coração (quem comer mais, vai ter mais amor pra dar hehehehe)!

A todos, bon appétit!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

E, depois da tempestade...

É hora de limpar a sujeira!

E o pior é saber que isso aí é quase aqui em casa!
Como eu não havia saído ainda da proteção do meu lar, ver pela tv estava me deixando perplexa, mas não havia me dado a exata dimensão da coisa, ainda! Na sexta-feira, os professores foram convocados para uma reunião com o secretário da educação, para falar sobre o (forçado) encerramento do ano letivo. Foi então que me obriguei a pôr o pé na lama, literalmente! Como J. estava no trabalho, combinei com uma amiga professora para nos encontrarmos em frente ao MC'Lama (um apelido nunca foi tão fiel à coisa em si hehehehe), a duas quadras aqui de casa... e foi então que senti o que tinha acontecido na cidade: EU NÃO CONSEGUIA CHEGAR LÁ!!!! O barro, minha gente, ainda deslizava das casas, das calçadas, ainda saía dos bueiros... e ainda bem que ela me encontrou na esquina de casa, pulando de uma calçada para outra... assustadas que estávamos as duas!
Na segunda, a cidade retomando a vida normal, a lama sendo obrigada a ir embora... e parece que não chega o dia da gente viajar e esquecer um pouco isso tudo aqui! As passagens para um Nordeste longínquo e ensolarado nunca foram tão baratas, comparadas ao preço que pagamos pelas nossas obrigações de estar aqui, dando conta do trabalho, da casa, das pessoas que precisam de nós!
E vamos... que atrás vem morro!!!!!!

A todos, bon appétit!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Para os dias de chuva:

Bom, e como por aqui não pára de cair água e despencar morro pra todo lado, atendendo a pedidos resolvi postar uma receitinha bem prática para certas pessoas-que-trabalham-em fábrica-de-chocolate!!!
Momento dessert:

Soufflé de chocolate (hummmmm)
1/2 xíc. de farinha de trigo;
açúcar mascavo;
1 1/2 xíc. de leite;
90g de chocolate meio amargo, picado;
6 ovos separados;
2 colheres de chá de baunilha;

castanha-do-pará ou nozes trituradas;

manteiga sem sal.
Modo de fazer

Em uma panela, prepare um creme liso com a farinha, 1/4 de xíc. de açúcar e o leite. Leve em fogo médio e cozinhe até que a mistura engrosse e comece a ferver. Deixe cozinhar por mais um minuto, tire a panela do fogo, adicione o chocolate e mexa bem. Misture as gemas e bata rapidamente, até que fique um creme bastante amalgamado. Acrescente a baunilha. Por último, coloque as claras em neve e misture-as delicadamente.
Numa travessa funda para soufflé (ou em travessinhas individuais, como na foto), passe a manteiga, salpique açúcar e as castanhas (ou nozes) trituradas. Coloque o creme e leve ao forno previamente aquecido por um tempo médio de 40 minutos.

A todos, bon appétit!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

"Não tinha teto, não tinha nada"... mas não era engraçado!


(esta foto, tiramos da janela do quarto da Carolzinha... se derem zoom, vão ver o que estamos monitorando, enquanto estamos presos aqui em cima: aquele muro está caindo... e a casa dele tb! É só uma questão de tempo... e ver as pessoas descerem o morro com colchões na cabeça é o que mais machuca, o que mais desespera, o que mais aflige quem nada pode fazer para AJUDAR)

Aos poucos, a água vai baixando... e o que fica, além da lama, é a tristeza de ver os estragos, as perdas, o sofrimento... fica o medo, a incerteza. Ficam as preces diárias.

domingo, 23 de novembro de 2008

Ilhados!!!!


Agora a água chegou aqui na frente do nosso prédio! Vem água da Rua Antônio da Veiga e está descendo bastante água da Associação da Cremer! A orientação da defesa civil é de que a população também não passe pela nossa rua! Vamos ficar tranqüilos em nossas casas!

Da série "se eu tivesse um canudinho"


Nova foto de Blumenau, tirada há 1 hora ( eu achei aqui ) ... o nível do rio aumentou consideravelmente nesta manhã...

Estado de emergência


Se vocês estão acompanhando as notícias sobre SC na mídia, devem estar se perguntando como está a situação em Blumenau... Gente, isso aí no final da rua de nosso prédio é água mesmo, chegando de mansinho (quanto mais chove, mais enche o rio e mais a água se aproxima do portão do prédio. Se derem zoom na foto, dá pra ver melhor)... não temos como sair do prédio e, no momento, nem da cidade! Temos água potável e comida em casa, energia em alguns momentos do dia (desde ontem), fizemos reserva de água porque o abastecimento foi cortado em toda a cidade. Estamos a salvo, mas preocupados! Principalmente com os barrancos que estão caindo por toda a cidade (Blumenau é rodeada por morros e eles estão desabando a cada minuto). Estamos seguros, apesar de tudo! Mantemos contato!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Porque ele é meu benzinho...


Interessa
(composição: Carvalhinho/ intérprete: Roberta Sá)

Se você quiser saber (Interessa?)
Por que é que eu gosto dele (Interessa?)
É que ele é meu benzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe.

Se você quiser saber
Por que é que eu gosto dele (Interessa?)
É que ele é meu benzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe.

De manhã me dá um beijo
Quando sai pra trabalhar
Adivinha o meu desejo
Traz docinhos pro jantar.

Quem é que não desejava
Ter um maridinho assim?
A sorte não é pra todas
Talvez seja só pra mim.

(Interessa?)

Você pode (e deve) ouvir aqui

sábado, 8 de novembro de 2008

Costelas de porco ao molho de maçãs

Ingredientes:
600 g de costelinhas de porco temperadas;
4 maçãs sem casca, cortadas em cubos;
2 colheres (sopa) açúcar;
20 g de manteiga;
1 tira de casca de limão;
1 cravo-da-índia;
1 pau de canela.

Num refratário, coloque as costelinhas temperadas a gosto e leve ao forno pré-aquecido (deixe-as 10 min a 300ºC e mais 30 min a 150ºC).
Enquanto isso, numa panela, coloque as maçãs cobertas até a metade com água para cozinhar. Acrescente o açúcar, a casca de limão, o cravo e a canela. Quando as maçãs ficarem brilhantes e macias, retire da panela a casca de limão, a canela e o cravo e passe-as em um chinois. Pegue o purê resultante, volte ao fogo brando e mexa até reduzir ou até que adquira a textura desejada (esta deve ficar no ponto certo de cobrir levemente as costas de uma colher). Jogue a manteiga gelada e desligue o fogo, mexa até que misture tudo.
Em um prato, arrume a costelinha e o acompanhamento (no nosso caso, J. fez chuchus cozidos no mesmo molho da costelinha... ele retira a costela do refratário, deglaça a assadeira com vinho branco e aproveita o molho para os chuchus já cozidos - delícia que fez sucesso no reveillon de 2007, na casa do Adriano, mas naquela ocasião, J. usou batatinhas). Só coloque o molho de maçãs sobre a costelinha na hora de servir!
Para acompanhar, uma alemã geladinha!


A todos, bon appétit!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Você tem fome de quê?

















Esta, definitivamente, é uma casa de pessoas bem alimentadas! Não só pela comida (que, diga-se de passagem - J. faz com tanto carinho e capricho), mas também pelas leituras que realizamos a todo momento... a leitura, um saudável alimento. Jorge L. Borges disse certa vez que sempre imaginou o paraíso como uma espécie de livraria. Não sei exatamente a que paraíso ele se referia, mas o nosso paraíso diário certamente é feito das horas em que passamos descobrindo novidades para contar um ao outro, nas páginas dos livros e revistas que nos habituamos a folhear. (como essa musiquinha aqui, ó: "para você, o que você gosta!") Antes de cozinhar a omelete que está fazendo, por exemplo, o chef consultou seu livro de receitas... antes de ir à cozinha, lia a revista que chegou esta semana. Eu ainda vou mais longe: leio e escrevo sobre tudo o que leio! Não apenas dialogo com meus livros, mas gosto de dialogar para além deles. Não me contento apenas em imaginar as personagens, recriar ambientes, mas gosto de pensar sobre como tudo continua depois que a história acaba (desde pequena, o "felizes para sempre" dos contos de fadas nunca me chamou tanta atenção quanto pensar na Cinderela cuidando de seu casal de filhos e dando ordens aos vassalos sobre a ceia... ou João e Maria contando para os netos sobre o espetáculo de terem mordido paredes de chocolate, quando crianças!!! É lógico que, em alguns casos, sobretudo depois de adulta, isso se tornou um problema: nunca desculpei Capitu pela traição a Bentinho... tomei partido mesmo nessa discussão machadiana e nem me importo pro que diz a academia... Capitu foi uma devassa insensível!). Quando estou lendo, não são raras as vezes em que tenho a incontrolável necessidade de interromper a leitura para contar a J. sobre minhas impressões acerca de personagens ou passagens... não sei se ele gosta disso, mas nunca me manda parar. Ouve tudo atentamente e até arrisca uma opinião de vez em quando.
Atualmente, aventurei-me nas indicações de meus alunos e peguei emprestado este aí da foto. A primeira vez que vi A menina que roubava livros, a capa lembrou-me a cena de um filme... fiquei com aquela estranha sensação e, toda a vez que alguém citava esta obra ou passava com ela nas mãos, lá me vinha o tal filme de novo à memória. Muito bem! Quando resolvi lê-la, finalmente, descobri que não seria à toa que aquela capa, de alguma forma, mencionava a mim a tal película... a roubadora de livros, a cada página, mais se parece com uma menininha que surge na tela do famoso A lista de Schindler e agora eu mal posso esperar pelo final, apenas para comprovar que duas cenas, indubitavelmente, tenham inspirado o autor deste romance: 1. tela em preto e branco, dia. O personagem principal observa as ruas tomadas pelos soldados alemães quando, de repente, surge na tela acinzentada uma menininha vestida num casaco vermelho. 2. tela em preto e branco, dia. O personagem principal observa corpos de judeus serem atirados em valas quando, de repente, reconhece o pequeno corpo da menina vestido no mesmo casaco vermelho...
E daí que, para minha fértil imaginação fazer o elo que faltava entre capa e filme só precisou mesmo chegar até a página 19... e quanto mais eu leio, mais essa pequena figura se torna aquilo que eu faço com tanta freqüência: a continuação da história de uma personagem que chamou atenção! Como sabemos que a menina morre, este autor (Markus Zusak) deve ser um desses curiosos (como eu) que, não podendo saber quem era a tal menina de casaco vermelho, deu a ela uma vida, escreveu sua história, já que dela nós só conhecíamos a morte. Eis um diálogo saudável: aquele travado entre nós e nosso poder de criação!

A todos, bon appétit!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Etelvina

Faz tempo que estou para contar-lhes a história desta personagem aí ao lado... a nossa Etelvina!

Estávamos passeando por Palermo Soho, ainda em abril, quando deparei-me com a vitrine de uma lojinha bem no tipinho Imaginarium... e lá estava ela: a Etelvina! É óbvio que foi amor à primeira vista! O mais engraçado é que na caixinha da Tetê vinha descrita toda a historinha dela: Etelvina era uma galinha sonhadora. Sonhava em voar alto. Como nunca conseguia, um dia resolveu encher dois sacos plásticos e pular de um prédio alto. Como os sacos não eram suficientes para manter Etelvina voando, ela despencou no chão e perdeu a vida! Sendo assim, em homenagem à pobre galinha, Etelvina virou um puxa-sacos de grande utilidade para enfeitar a cozinha!

Agora, qualquer semelhança com o tal padre baloeiro do PR é mera coincidência! Etelvina não participava de nenhum grupo de apoio aos caminhoneiros em serviço... que fique claro!

Besos!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Errar é humano...

Voltar a um restaurante como esse aí é loucura!

Para quem mora em Blumenau, a dica para restaurante japonês é: vá ao infalível Miyoshi ou não tenha medo de experimentar a excentricidade e o requinte do Akatori (este menos conhecido fica ali, no Bom Retiro, numa rua super sossegada e você certamente sairá de lá com a sensação de que comeu muitíssimo bem e bebeu melhor ainda). Nós, que dificilmente caímos em tentação e seguimos outdoors, voltamos para casa numa noite dessas extremamente frustrados por não seguirmos nosso próprio conselho... e fomos ao point do momento. A princípio, o lugar - e a propaganda - até podem enganar. Mas, para consumidores atentos e paladares exigentes, o tal Nai-Nai sushi bar, que promete virar uma franquia no próximo ano, é um daqueles equívocos que nos fazem remoer no colchão, na volta pra casa, lembrando das cifras da "dolorosa" e do (quase nenhum) prazer da comida!

Vejam só a cara de J. quando descobriu a cilada onde estávamos prestes a nos meter... hehehe!!! E eu até tive vontade de dizer "não, olha em volta, meu Amor! Veja que lindo lugar. A música - lounge, imitando o Buddha Bar, de Paris (como revela a própria descrição do lugar, no site disponibilizado para consulta) que nem combina com estes quadros orientais nem com as persianas de bambu - é só um detalhe, calma!"... mas, daí o garçom-eu-comecei-aqui-hoje atrasou a entrega da minha Sakerita (algo como uma caipiroska de sakê) tempo suficiente para eu também fazer cara de "ok, você venceu" e ser obrigada a concordar que a noite prometia... dor de cabeça! Daí pra frente, o festival de Temaki virou festa do soninho, porque dava tempo cochilar e beber o shoyu pra acordar de novo até que chegasse a próxima rodada! Não, não vamos falar sobre o salmão nitidamente descongelado às pressas, servido "morno", na alga murcha e úmida e nem sobre o atum em falta... ou ainda sobre o ponto "papinha de neném" do arroz! Não, não, não... nada disso foi mais constrangedor do que ver clientes pulando das mesas e pedindo suas contas, porque eles iriam jantar num lugar no qual servissem a comida antes da fome passar! Ai, ai... fiasco pouco era bobagem!

Então, amiguinhos, não se enganem! Nem sempre o "pequeno, mas limpinho" vale quanto se paga! E, se tinha alguma coisa boa? Sim, tinha: a Heineken estava geladíssima, como pede o clima blumenauense... mas, nada que a geladeira da nossa casa também não seja capaz de fazer!

É por isso que eu sempre digo, a todos: bon appétit!

EM TEMPO: se você tem conta no Google, agora pode nos enviar comentários sem ser preciso cadastrar-se no Blogger! Então, sinta-se em casa!

domingo, 26 de outubro de 2008

Almoço de domingo

E, pra comemorar a volta a este espaço, nada como um bom churrasco de domingo!!! Foram tantos dias de molho, entre obrigações e perrengues do dia-a-dia, que hoje a gente sucumbiu a este lindíssimo corte de alcatra com osso, filé, picanha e maminha... tudo numa só fatia, já pensaram? Foi tudo bem despretencioso... íamos esquentar a poderosa sopinha de Goiás, feita para o jantar do sábado à noite (que ficou uma delícia - diga-se de passagem - e eu ainda preciso postar a receita dessa maravilha aqui, para vocês), quando deu vontade de pôr fogo na churrasqueira da sacada e jogar uma carne só no sal grosso lá. Então, olhamos pela janela do quarto e a casa de carnes aqui da rua ainda estava aberta (abre aos domingos até o meio-dia)... é óbvio que saímos em disparada... e, pra quem ia trazer apenas uma picanha e umas lingüicinhas artesanais, a dica do açougueiro e o olho vivo do chef J. fizeram valer a viagem até o outro lado da rua!

Para acompanhar, a farofa (também da casa de carnes, vendida por Kg e feita com uma farinha muito boa, difícil de se achar aqui no Sul) e esse molho vinagrete que, modéstia à parte, ficou excelente (cebola, cebolinha, tomate, coentro - que plantamos aqui na sacada para darmos um fim ao drama da procura nos supermercados - , sal, azeite e limão).

Ah, e apesar de gaúcho não ser muito adepto à grelha (já que prefere espeto mesmo - hehehe, piadinha pronta, né?), fizemos questão de usar a faca que ganhamos do amigo Rodrigo Greco, trazida diretamente da Festa Farroupilha, mês passado! Essa faca é fabricada a partir de molas de caminhão e tem o cabo de osso, tchê!
A todos, voltem sempre... e bon appétit!

sábado, 11 de outubro de 2008

Momento protesto (ou: "as segundas intenções do trabalho voluntário")


Senhoras e senhores, boa tarde!
Peço um minuto de pausa nas anotações desse cardeninho de receitas para fazer um protesto necessário à minha saúde mental: vocês sabem o que é uma happy people?
Aqui em Blumenau aprendemos o conceito - tão útil - desta expressão. Happy people é a pessoa que tem carro do ano, casa na praia, conta bancária invejável, faz parte de todas as rodinhas sociais da cidade, vai ao menos uma vez por ano ao exterior (sobretudo esquiar, porque é fashion) e, aos sábados, participa do pedágio solidário como contribuição às Ongs locais (nada de contribuição pecuniária, que fique claro! Afinal, o importante é ser solidário). Assim, aqui em Blumenau é costume nos depararmos com os abusivos pedágios das manhãs de sábado, que têm como agentes solidários toda a happy people da cidade. Estacionam seus BMWs nos rotativos do centro e ficam nos sinais de trânsito pedindo uma ajudinha em nome dos deficientes, cegos, surdos e autistas. Para a happy people, esta é a forma mais econômica de contribuir com o pedágio... nada de desembolsar cheques milionários (mesmo que eles não façam falta) para estas insituições. O melhor mesmo é perder uma manhãzinha debaixo do sol!
Esses dias eu estava lendo um certo blog no qual a senhora se dizia uma pessoa que, mesmo estando contra a atual conjuntura política nacional (?), se oferece todas as eleições para trabalhar como voluntária do serviço eleitoral. Não, minha senhora! Vamos pôr os pingos nos is: a lei eleitoral vigente na atual conjuntura nacional (da qual a senhora se diz cansada) oferece como uma riquíssima recompensa, a folga do dobro dos dias de trabalho voluntário nas eleições (ou seja, a senhora trabalha o domingo para ficar em sua casinha, bordando lindos paninhos durante dois dias de sua semaninha). Assim, vamos dar César o que é de César: viva o capitalismo selvagem e a negação da hipocrisia! Se eu tiver que fazer um bem com meu trabalho voluntário, que ele não me seja usado como uma máscara para as segundas intenções! Que eu possa beneficar os outros por vontade própria e não por querer tirar proveito disso... assim, meu trabalho voluntário deixa de ter tal objetivo, ora!
E muito obrigada!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ein prosit!

Um brinde, em alemão... por um motivo muito especial: hoje, aqui na cidade, temos a abertura da Oktoberfest. Desde o ano passado, com a chegada das cervejas importadas na festa, houve uma revitalização da Vila Germânica ( o local onde ocorrem as festividades) e este ano parece que a coisa vai ser grande! Para quem não conhece, vale a pena aproveitar um dia desses e vir a Blumenau nesta época.
Até na escola, os alunos vão para as aulas vestidos com os trajes típicos germânicos e então eu ensino português a um monte de Fritz e Fridas louríssimos que, em bom sotaque, me desejam guten tag todas as tardes! Além dos pavilhões de cervejas artesanais e importadas (e também do lindíssimo pavilhão da Bhrama, a patrocinadora oficial da folia - ainda bem, porque assim nós também podemos tomar o Bhrama Black fora do circuito Rio-São Paulo ao menos nesta época do ano), a festa oferece o cardápio alemão que, sabendo escolher onde comê-lo, guarda algumas surpresas! Um exemplo disso é o restaurante das fotos deste post, o Abendbrothaus. Situado na Vila Itoupava (na direção da saída da cidade que dá acesso a Curitiba), este restaurante marca a diferença por ser a casa da família proprietária. Só abre aos domingos e o cardápio é fixo (servem o famoso marreco recheado, purê de maçã, mandioca com bacon, chucrute e salada, além de uma ou outra excentricidade, como a língua ao molho, que eu dispenso). O preço é por pessoa e você come à vontade (os pratos não param de ser repostos à mesa durante todo o tempo em que você permanecer no restaurante). O chopp é Eisenbahn (pilsen e weisenbier - aquele de trigo que fermenta no copo - o meu preferido) e, antes que eu me esqueça, como funciona na casa dos donos, é necessário que se faça reserva. Segundo o Guia 4 Rodas e a Veja, é o melhor restaurante de comida alemã do sul do Brasil. Então, não venham a Blumenau apenas pelas festas de outubro. Venham para conhecer o que os imigrantes que povoaram esta região deixaram para nós, como uma rica herança a acrescentar ainda mais detalhes (e sabores) à nossa história.


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O que combina com uma Heineken?


Bem, aqui em casa, quase tudo: principalmente o sábado e o cansaço! Mas esse prato aí ao lado não deixa por menos: um gratinado de legumes que, quem olha, pensa que é lasanha né????? Que nada! Aí só tem cenoura, abobrinha, batata, brócolis, abóbora paulista e couve-flor! Molho bechamel (o clássico de J.) pra cobrir e um parmesão ralado na hora pra gratinar.
Fica uma coisa de bom! Super fácil de fazer (atenção, solteiros e trabalhadores braçais hehehehe)... primeiro, dá uma branqueada nos legumes, tempera com azeite e sal, arruma no refratário e cobre com o molho e o parmesão... 30 minutinhos de forno e garfadas à vontade! Heinekens geladas para acompanhar!
A todos, bon appétit!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Carne nova no pedaço!

Este fim-de-semana conseguimos comprar uma carne de avestruz a um preço módico! São as grandes redes de supermercado a serviço do homem! Então, pra quem quer comer uma carne vermelha suuuuuper magra e deliciosamente exótica, aqui vai a receita, inventada pelo chef:

Avestruz grelhado ao molho de jabuticabas
(Receita para duas pessoas)

Para o molho, você vai precisar de:
300 g de jabuticabas maduras;
1 colher generosa (sopa) de açúcar orgânico;
água para cobrir parcialmente as jabuticabas;
1 colher (sopa) rasa de farinha de trigo;
1 colher(sopa) rasa de manteiga;
1 xíc. (chá) de fundo de ave claro;
2 cravos-da-índia.

Coloque numa panela as jabuticabas, o açúcar e vá acrescentando a água até quase cobri-las. Cozinhe em fogo brando até que o caldo engrosse ligeiramente. Cuidado para não ferver demais, pois as jabuticabas (assim como a uva) possuem taninos que, em excesso, criam uma adstringência indesejada. Coe a calda e separe. Em outra panela, derreta a manteiga em fogo baixo, misture a farinha e acrescente o caldo de ave, mexendo até que dissolva bem. Acrescente a calda, mexendo sempre para que a mistura reduza, até obter a consistência desejada.

Fazendo a carne:

corte-a em filés de, mais ou menos, 2 dedos de espessura. Tempere com pimenta-do-reino, raminhos de alecrim fresco e um fio de azeite de oliva. Deixe descansar em temperatura ambiente por, no mínimo, 1 hora. Na hora de fritar, jogue uma pitada de sal em cada lado dos filés e leve à frigideira bem quente, com algumas gotinhas de azeite de oliva, para que os filés apenas selem e tenham seu interior aquecido. Disponha o filé em um prato, faça inserções transversais na carne e cubra-a com o molho ainda quente. Sirva com batatas (as nossas foram cortadas em bolinhas e fritas em óleo de girassol. Em seguida, dispusemo-las no refratário individual e cobrimos com molho bechamel, alho poró e parmesão, levando ao forno para gratinar).



A foto abaixo é uma despedida do inverno, com esse joguinho americano xadrez e o sol despontando na sacada!!!! Ai,ai... tão gostosa a brisa da primavera!



A todos, bon appétit!

sábado, 20 de setembro de 2008

Matambre de cordeiro recheado ao molho de hortelã, mel e aceto balsâmico



Você vai precisar de:
1 kg e meio de matambre de cordeiro desossado e recheado com queijo, bacon, cenoura, cebola e salsinha (amarrado com barbante para que não abra no cozimento) - é importante que você o enrole no modelo de um rocambole, com a gordura para fora (isto facilita o cozimento);
4 batatas do tipo asterix cozidas inteiras, sem casca;
cebola;
alho;
orégano fresco;
vinho tinto;
pimenta do reino;
azeite.

Na hora de fazer, escolha uma assadeira antiaderente, coloque o matambre recheado, moa a pimenta sobre ele, pincele azeite e cubra muito bem com uma folha de alumínio. Vai ao forno a 220ºC, por 1 hora e meia. Após este tempo, retire o papel e deixe 15 min no forno naquela temperatura e mais 45 min a 180ºC (a proporção é de 15 min de cozimento para cada meio kg de carne, nesta etapa). Quando a carne estiver pronta, coloque-a num recipiente à parte e aproveite e assadeira do cozimento para preparar as batatas: primeiro, descarte a gordura e, sobre o fogão, deglace o fundo da assadeira com o vinho tinto, jogue cebola picadinha, um dente de alho picadinho, pegue as batatas cozidas e corte-as de forma irregular. Jogue-as, em seguida, nesta assadeira e vá mexendo, esperando engrossar a mistura e, para finalizar jogue umas folhinhas de orégano fresco.

Para o molho de hortelã:
azeite de oliva;
hortelã;
mel;
aceto balsâmico.

Soque um pouco de cada ingrediente no pilão até que a hortelã solte todo o sumo. Vá corrigindo o doce e o azedo, conforme seu paladar.


Fatie a carne, coloque um pouco do molho sobre ela e a batata como acompanhamento... aqui em casa, a harmonização com o Lote 43, safra 2002 (que, há uns meses ainda estava muito adstringente e agora parece ter alcançado um tom menor de rusticidade e a cor atijolada já aponta para a evolução) parece ter sido perfeita, pela acidez correta que contrabalanceou a untuosidade do cordeiro.

A todos, bon appétit!

Os cinco meses...

Tem algumas coisas que sempre me lembraram a minha casa, esta que construí agora, com J..
Incrivelmente, a maioria delas nem sabíamos onde achar quando começamos a moldar este lugar, mas com um pouco de força de vontade, fomos garimpando o que já havia sido planejado: desde as lojas modernas para casas minimalistas até antiquários visitados em viagens e tal... numa dessas, a internet sempre ajuda muito e foi assim que o nosso célebre e ultra conhecido Campbell's veio parar na cozinha... não sem a ajuda de tantos amigos que temos espalhados por aí! Pois então hoje o Campbell's foi escolhido como símbolo - não mais da Pop Art de Andy Warhol, mas dos cinco meses de casório e de tudo o que temos sonhado e conquistado nesses anos! A princípio, costumamos brindar todas as noites, a mais um dia de trabalho e o momento de descanso, mas como repeti minha consulta de vista e os resultados foram muito bons (para quem não acompanha a "missa": eu estava com um diagnóstico bem desanimador sobre o futuro de meus ricos olhinhos míopes), então resolvemos brindar a mais um motivo, em grande estilo! E a ocasião não podia ser melhor: resultados médicos satisfatórios, aniversário da Carolzinha, Chanel voltando ao lar (após ser internada com suspeita de forte intoxicação com material de limpeza - ainda está sob observação, mas o quadro já é bem animador) e os falados cinco meses!
Este lugar - o nosso lar - guarda todas as coisas que nos costuram: os presentes de casamento, os bois bumbás de argila, vindos da PB enfeitando a estante dos cds, as pimentinhas de GO plantadas nos vasinhos da sacada, as mesmas pastilhas para banheiro (porque já nos acostumamos com o cheirinho do pinho daquela marca), os sabonetes de alecrim ou de canela, a extensão para que o forno elétrico alcance a tomada, os tomates italianos, a preocupação em comprar produtos orgânicos e ovos caipiras, a necessidade de frutas, o açúcar que agrida menos, o óleo que nos poupe mais, os produtos de limpeza que sejam inofensivos à saúde da Chanel, as fotos, os quadros, a Sofia, a Chanel... as violetas (que foram para a casa da Taís, tomar solzinho), minha tese que espalha livros pela casa, os momentos dele, quando esquece cds pela sala, o quarto da Carol quase pronto (em branco e lilás, como ela pediu) e a vida... que segue como um campo de margaridas (alguns dias ensolarado, outros dias à espera do ciclone... ah, a boa e velha TPM)! ... a seguir: a receita da comemoração dos cinco meses! A nós, tim-tim!



domingo, 14 de setembro de 2008

Como comer um autêntico molho al sugo sem ir à Itália?



Simples: faça!

Tudo começou quando fomos a uma pizzaria aqui na cidade que, vamos dar a mão à palmatória, merece os louros deste post: ainda não havíamos provado uma pizza tão deliciosamente autêntica (com direito a sotaque italiano e tudo o mais, capisce?) em terras "saxônicas"! O lugar (que fica no Morro da Cia Hering, se alguém quiser comprovar) oferece como entrada um buffet de antepastos de tirar o chapéu e o chef (de Nápoli) ainda prepara e vende garrafas de um Lemoncello que eu vou confessar: só aumentaram minha tara pela Toscana!
Vai que, ao nos servirmos no tal buffet, antes da pizza chegar, provei do prato de J. umas almôndegas al sugo e perguntei como eles conseguiam fazer aquele molho, naquela textura, com tanto sabor... e J. disse que era simples. Muito bem, chef! Não diga isso a uma geminiana sem estar pronto para as conseqüências: munido de avental e tomates (que eu comprara no início da semana e os fizera amadurecer bem lindinhos, fora da geladeira, como prova a foto acima), J. adentrou o "sacrosanto" cômodo da cozinha de casa e, vejam a beleza de ravióli al sugo com que ele me presenteou, em plena quinta-feira:















Como fazer?

Tomates maduros, picados em 4 partes;
cebola picada;
cenoura picada;
salsão;
manjericão;
tomilho;
pimenta-do-reino;
um dente de alho;
sal a gosto;
azeite de oliva;
vinho tinto.
Numa panela com um fio de azeite, refogue as verduras e as ervas (menos o tomate), começando pela cebola e o alho, por 15 min em fogo médio. Adicione os tomates, jogue o vinho até cobri-los na panela, deixando-os cozinhar por mais ou menos 1 hora (não esqueça que este é o tipo de molho que adora fogo, então, quanto mais você cozinhá-lo em fogo brando, melhor ele vai ficar). Desligue, passe no chinois e esprema bem, até que saia todo o suco e que a massa do tomate e da cenoura também passe suavemente pela peneira. Volte para a panela o suco com a massa que passou pela peneira (descartando o bagaço), até engrossar no ponto que se deseja. Corrija o sal e, após desligar o fogo, acrescente um largo fio de azeite extra-virgem de boa qualidade, mexendo até que ele se integre ao molho. Eis a Itália em vossa mesa - meu próximo passo é comprar uma toalha xadrez, em vermelho e branco, para jantares deste tipo! Aguardem!

Bon appétit!

Gaúcho de olhinhos puxados... o prato do dia!


Pois num desses sábados corridos entre Pet shop e pilhas de provas para corrigir, eis que a salvação foi correr na casa de carnes aqui da esquina e escolher entre todas as opções, a que nos serviria. E, para não deixar de ser criativo, o chef escolheu a lingüicinha campeira da Friosblu (marca artesanal da cidade, que dá um banho nesses produtos industrializados - para os que moram aqui, vai a dica: sigam na geral da Itoupava Central, até a altura dos transformadores da concorrência e virem à direita, numa estrada de chão... lá, verão algumas casinhas em estilo encaixamel, sem muro e com muitas plantas em vasinhos simplórios... numa delas, estará a placa da Friosblu - sim, isso é a inacreditável Blumenau!!! - ... nos sábados, eles funcionam até o meio-dia e vocês podem adquirir os produtos a preço de custo).
Como havia na geladeira alguns brotos de feijão que deveriam logo ir à panela (e uns tantos vegetais), o arroz jasmin entrou novamente em cena e fizemos nascer o que chamaríamos de um passeio à China, sem sair do Sul: senhoras e senhores, apresentamos o arroz carreteiro oriental! Feito à base de legumes branqueados e fritos, juntamente com a lingüicinha. O modo de fazer é dos mais simples: cozinhe previamente o arroz jasmin e, numa frigideira, esquente óleo de amendoim e frite a lingüiça. Branqueie os legumes e verduras que tiver em casa (além do broto de feijão, usamos brócolis, couve-flor, abobrinha, cenoura, cebola e gengibre) e misture tudo. Aqui, servimos com o respeitável Lodovicvs, vinho catalão, feito de um corte de Garnacha preta e Tempranillo, predominantemente (safra 2005). Excelente custo-benefício (diga-se de passagem), a quem interessar possa!

Receitinha prática e deliciosa!

A todos, bon appétit!

domingo, 31 de agosto de 2008

Numa noite dessas...



A intenção era utilizar o que tínhamos na geladeira, porque o frio voltou com tudo, as provas na escola não me deixam descansar à noite, J. tem passado muito tempo entre chapas de aço e caldeiras... então, alguns momentos devem ser bem aproveitados, longe de filas de supermercados ou prateleiras de mercadinhos de bairro com poucas opções (até mesmo para o ser mais criativo). E que milagre não são capazes de fazer um saco de rúcula, um coraçãozinho de alface, a boa mozzarella de búfala e os nossos conhecidos tomates secos? O segredo é, numa tigela à parte, misturar o queijo, os tomates e temperá-los com azeite e tomilho, meia hora antes de servir. Depois, é só jogá-los sobre as folhas e fica essa delícia aí!
A todos, bon appétit!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

"Quem não pode Nova York, vai de Madureira"

Não sei quem conhece o hit do Baleiro (salve, salve!), sucesso no espetáculo A ópera infame, que diz: "Se não tem água Perrier, eu não vou me aperrear, se tiver o que comer não precisa caviar... Se não tem Empório Armani, vou na Creuza, costureira do terceiro andar"... pois bem, há um tempo foi época da pesca da tainha pelos mares do sul... então, não adianta pedir bacalhau, que o defumado do momento pelas bandas do Vale do Itajaí é mesmo a boa e velha Taineth, a tainha Margareth... esse é o nome da receita de salada de tainha defumada e azeitona que nós inventamos! Não tem segredo: é alface americana, a tainha desfiada, azeitona grega, tomate e a indispensável cebola! J., que sempre dispensa a tainha, independente do lugar e da ocasião, não é de rejeitar a defumada com um bom vinho branco numa noite de verão... principalmente porque isso é privilégio de quem mora em Blumenau mesmo (o senhor que a confecciona, a faz em casa, sob encomenda, apenas para conhecidos)!
Então, em homenagem à Margareth (nossa salada), fica aqui um pouco de mpb para os amigos (acesse o site, entre no link Juke Box e escolha o cd O coração do homem-bomba vol.I e selecione a música-tema deste post: "vai de madureira" - o legal da Globalização é que, ou o mercado fonográfico cede ou a boa música morre hehehehe... todos os cds do Baleiro podem ser ouvidos gratuitamente no site dele, aproveitem!):
http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/

Bon appétit!mba chegar ao fim

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Momento homenagem...



Pessoal, antes, um esclarecimento: um blog é um diário virtual, certo? Mas, para que um blog fique divertido e possa chamar atenção das pessoas, é necessário que ele se concentre em algum tema específico. Senão, imaginem acessando esta página e encontrando coisas do tipo: "queridos amigos, hoje dei aula o dia inteiro, J. ligou no meio da manhã para saber se a tal encomenda das americanas.com havia chegado, mas eu não o entendi direito, porque ele estava na fábrica, ao lado do cortador de placa de aço, então o esperei chegar para conversarmos melhor... vimos Friends, terminei de ler A invasão cultural norte-americana e fomos dormir..." - alguém aqui teria motivos para visitar novamente esta página? Logo, para que haja motivos, escolhemos escrever sobre aquilo que mais gostamos de fazer nas horas vagas: cozinhar! Desta forma, espero não ter mais que responder perguntas como "vocês só comem?"! Não, a gente também come... ademais, preferimos qualidade à quantidade, o que faz toda a diferença entre o comer e o apreciar!
Agora, atendendo a pedidos, sigo variando um pouco o tema e aproveito o ensejo para uma justa homenagem a quem recentemente foi se juntar aos mestres e fazer festa num outro plano: Dorival Caymmi... olhando essa foto que tiramos na Praia do Forte (em Floripa) dia desses, enquanto tomávamos um Chardonnay Reserva (safra 2008 - queridinho do ano pelas bandas dos restaurantes à beira mar daqui) da Miolo e degustávamos umas ostras DA-QUE-LAS, lembrei da paz da voz de Caymmi nas ondas do mar (como concha quando a gente encosta ao ouvido... como rede depois do almoço, como ombro do Amor no final de um dia de trabalho, como beijo de filho...) e, abençoado seja pelo tempo que por aqui vagou, pela obra que aqui deixou, pelas Marinas Morenas que cantou, pelas Maricotinhas que idolatrou! Salve, salve! Caymmi agora coloca Deus pra dormir todo dia... amém!
http://www.youtube.com/watch?v=-9R3HRPP4oQ&feature=related

Se fizer bom tempo amanhã, eu vou!

Receitas do fim-de-semana - parte II



Pomme Paillasson

Esta é uma receita francesa, bem parecida com a nossa batata rösti, mas mais leve e menos gordurosa. No lugar de óleo, você vai usar manteiga clarificada (e apenas de um lado). Então, para duas pessoas, rale a batata em uma rala grossa. Numa frigideira, coloque a manteiga clarificada, deixe esquentar, monte uma caminha com a batata e queijo (de sua prefrência) desfiado. O chef de casa coloca copa desfiada também. Um pouco de salsinha e novamente a batata. Quando sentir que aquele lado da frigideira já está com a batata dourada, desligue o fogo, passe a batata para uma fôrma e leve ao forno pré-aquecido. Primeiro de um lado, depois vire a batata e deixe-a dourar do outro lado. Retire, rale parmesão e salpique salsinha... faça num dia de chuva!


Para acompanhar, abrimos um presente do amigo Gerd!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Como agradar a um goiano leonino...

Bem, primeiro é necessário dizer que em Blumenau, no domingo à noite, sempre temos duas opções: a primeira é reclamar que domingo à noite não há nada para fazer; a segunda, é fazer alguma coisa :=D



E quando o marido faz aniversário no meio da semana e você precisa dar aula no outro dia, às 7 da madrugada? Ser criativo neste momento é difícil, a não ser que você , por algum milagre da Globalização, tenha um vidro de pequi* na geladeira e um bom pedaço de costelinha de porco! Então, agradar a um goiano é fato garantido! Basta que você ponha em prática seus dotes culinários e faça uma costelinha de porco com pequi e arroz jasmim.
Você faz assim:
corte a costela em cubinhos e frite-a em óleo de girassol quente. Depois, reserve-a numa tigela e, na mesma panela, frite o pequi e, na seqüência, cebola e alho. Junte novamente a carne e deixe por uns minutinhos, para que incorpore o sabor do pequi. Pouco antes de desligar, coloque cheirinho verde.
O arroz jasmim você vai encontrar em qualquer supermercado (ele se assemelha ao Basmati, arroz típico do Médio Oriente, de grãos longos e aromáticos) e vai prepará-lo como o arroz refogadinho, que você faz no seu dia-a-dia, em casa. A diferença é que ele vai demorar um pouquinho mais para cozinhar e o seu vizinho é bem capaz de tocar à porta, para pedir um tiquinho hehehehe! O resultado é esse aqui:


Bom, daí para acompanhar, sirva um Barbera D'asti e espere os elogios (este aí é de vinhedo único, de estilo moderno (barricado), cuidadosamente esculpido por Alfiero Boffa, produtor do Piemonte. Acidez sob medida para fazer frente a untuosidade da costelinha com pequi.)


A todos, bon appétit!
*Breve explicação sobre o pequi: nativa do cerrado brasileiro, o pequi é uma fruta um tanto excêntrica, muito utilizada para elaboração de pratos salgados no Nordeste, Norte e Centro-Oeste do país (em Goiás, é possível inclusive encontrarmos sorvete de pequi!!!!), além de ser encontrado fartamente no interior de Minas. Os frutos do pequi são consumidos geralmente cozidos, junto com arroz, frango ou carne de porco - muito embora esta que vos escreve o prefira de qualquer forma, inclusive puro mesmo! Assim como a Fernanda Young, o pequi não dá espaço para meio termo: ou você o ama, ou o odeia! Taí, a Fernanda Young é o pequi da tv!

Momentos...


Estava aqui, separando umas fotos para as próximas postagens e não resisti... aqui no interiorrrrrrrrrrrrr, de vez em quando a gente recebe visita ilustre da Capitarrrrr... então, aí dois momentos com o Adri e a Glaci, no comecinho do frio, na Wunderbier (uma das tantas cervejarias artesanais da cidade):
A propósito, esses dois nos devem uma visita de novo (punf!!!!)... ah, e aqui, momento gracinha da Glaci, brincando de jantar à luz de velas... ficou legal (essa foi em Floripa mesmo, ainda no verão, na Confeitaria Chuvisco... ai, esse povo que se empanturra de doces e depois pede um espresso com adoçante - vejam o detalhe hehehehe):

Beijinho!