segunda-feira, 29 de abril de 2013

A tão esperada Torta de Siri




A Glaci havia me prometido fazer a tortinha de siri numa noite dessas, lá na casa dela. Demorou, porque precisávamos de uma oportunidade que nem sempre a correria do cotidiano nos oferece, mas ela cumpriu a promessa e eu fiquei num namorinho com a receita - tão simples e tão gostosa - e avisei a ela que iria publicar aqui para quem quiser testar. Vamos lá!

Ingredientes:

1 kg de carne de siri limpa;
1 cebola grande cortada à brunoise;
1 lata de tomates pelados;
1 vidro pequeno de leite de coco;
salsinha e cebolinha a gosto;
Azeite, pimenta-do-reino, sal, páprica (eu acrescentei este ingrediente).
Requeijão para cobrir (eu fiz um bechamel com creme de leite 17% de gordura).
Parmesão para gratinar.

Preparo:

Refogue o siri com a cebola e o azeite em uma panela antiaderente e vá colocando os demais ingredientes, deixando por último o cheiro verde e o leite de coco. Cozinhe até reduzir o caldo, mas  sem deixar secar por completo. Coloque em mini ramequins, cubra com o requeijão e polvilhe o parmesão. Leve ao forno para dourar.
Fica uma delícia, é super delicado e vai muito bem com vinhos leves (brancos, rosés ou verdes ) e também com espumantes brut.


A todos, bon appétit!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sorbet na casca da fruta

Esses dias a gente recebeu aqui em casa um velho amigo a quem devíamos um jantar há, pelo menos, 8 anos! Bem, a culpa não é de todo nossa, porque foram muitos os encontros e desencontros ao longo desse período. Mas, o importante é que deu certo e nós, finalmente, pudemos passar uma agradável noite conversando sobre lares, cidades, música, descobertas, nós mesmos... tem coisa melhor? Só mesmo poder unir a isso um pouco de criatividade à mesa.


Sorbet de limão siciliano servido na casca da fruta! É simples: basta partir o limão ao meio e, com cuidado para não estragar, retirar toda a polpa, deixando apenas a casca. Leve ao congelador e recheie com as bolas de sorbet na hora de servir.

A todos, bon appétit!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Bolo Prestígio para a hora dos parabéns!

Eu nunca havia feito um bolo recheado que desse certo. Então, imaginem minha felicidade quando acertei essa receita de internet!!!!! Assim mesmo, pesquisei no oráculo virtual uma receita de bolo de chocolate, apareceu essa daí de uma marca de produtos alimentícios, mostrei a foto pro marido e ele disse: "é esse o bolo que eu quero de aniversário". Arrisquei e deu certo! Então, como receita testada e aprovada vem parar aqui, tomem nota (é fácil e gostoso, senão eu não daria o caminho das pedras aqui hehehehe. Fiz algumas modificações na quantidade de alguns ingredientes):

Bolo Prestígio


Ingredientes:


  • Para o creme
    • claras
    • meia xícara (chá) de açúcar
    • 1 lata de creme de leite
    • 2 xícaras (chá) de coco em flocos seco
  • Para a massa
    • meia xícara (chá) de manteiga
    • 1 xícara e meia (chá) de açúcar
    • ovos
    • meia xícara (chá) de leite
    • 1 xícara e meia (chá) de farinha de trigo
    • 1 xícara (chá) de chocolate em pó
    • meia colher (sopa) de fermento químico em pó
    • manteiga para untar
    • farinha de trigo para polvilhar
  • Para a cobertura
    • 1 lata de creme de leite
    • 2 tablete de chocolate meio amargo picado
  • Montagem
    • meia xícara (chá) de leite
    • 2 colheres (sopa) de leite de coco
    • coco ralado para decorar
    • raspas de chocolate para decorar




    • Modo de Preparo
    Do creme:
    Em uma panela, misture as claras com o açúcar e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, para aquecer (cerca de 3 minutos), sem deixar ferver. Retire do fogo e transfira ainda quente para uma batedeira, batendo até que a tigela da batedeira esfrie e forme um merengue. Junte o Creme de Leite, o coco e misture delicadamente. Cubra com filme plástico e leve à geladeira até o momento de rechear o bolo.
    Da massa:
    Em uma batedeira, coloque a manteiga e o açúcar e bata até formar uma mistura esbranquiçada. Junte as gemas, uma a uma, sem parar de bater até obter um creme homogêneo. Adicione a farinha de trigo e o Chocolate em Pó, aos poucos, intercalando com o leite e misture. Por último, junte o fermento e as claras batidas em neve, misturando delicadamente. Despeje em uma forma redonda (28 cm de diâmetro), untada e polvilhada e leve para assar em forno médio (180°C), pré-aquecido, por cerca de 30 minutos. Desenforme o bolo ainda quente e reserve.
    Da cobertura:
    Em um recipiente, junte o Creme de Leite e o Chocolate Meio Amargo e leve ao fogo, em banho-maria, mexendo sempre até formar um creme liso e homogêneo. Retire do fogo e reserve.
    Montagem:
    Corte o bolo já frio em três partes, no sentido horizontal. Forre uma forma redonda (28 cm de diâmetro) com filme plástico, coloque uma das partes do bolo e umedeça com o leite misturado com o leite de coco. Espalhe metade do creme de coco, cubra com outra parte de bolo e volte a umedecer. Coloque o restante do creme e termine com a última camada de bolo. Cubra com filme plástico e leve para gelar por cerca de 3 horas. Desenforme o bolo sobre um prato de servir, espalhe a cobertura, decore com fitas de coco fresco e sirva a seguir.

    Depois, é só cantar parabéns, desejando com o coração as muitas felicidades para quem você ama!


    A todos, bon appétit!

    quinta-feira, 26 de julho de 2012

    Camarão na moranga

    Um dos pratos maihs tradicionais da beira de mar é o tal do camarão na moranga. Nunca estive em uma praia brasileira para não achar ao menos um restaurante que servisse essa delícia. Há algumas variações, inclusive, pelos interiores, como a moranga com carne seca (que eu também gosto muito).
    Mas, essa semana fui ao mercado público e o preço do camarão estava chamativo. Aproveitei que tinha a abóbora em casa e, aí está o meu camarão na moranga, sem falsa modéstia, porque ficou realmente delicioso:



    Os ingredientes vão variar a quantidade, de acordo com o tamanho da abóbora e o número de comensais, então vou passar a quantidade para 3 pessoas e uma abóbora das menores.
    Ingredientes:
    1 cebola picada;
    5 dentes de alho picados.
    3 tomates sem pele picados;
    1/2 pimentão verde picado;
    600 g de camarão laguna sem casca;
    um punhado de camarões brancos sem casca (para enfeitar);
    coentro;
    pimenta-do-reino;
    sal;
    azeite;
    2/3 de um pote de requeijão cremoso;
    5 colheres (sopa) de polpa de tomate;
    1 caixinha de creme de leite sem soro;
    2 tabletes de caldo de peixe (aqui em casa, a gente costuma fazer todos os caldos mas se for comprar tabletes prontos, nesse caso use o de camarão e eu indico apenas um deles. Vou falar a marca aqui porque é o que contém menos sal, corantes e conservante de todos no mercado: Vitale, da Knorr. Geralmente, ele não fica na mesma prateleira que os outros caldos industrializados nos supermercados. Portanto, se não achar na sessão de orgânicos, peça ao repositor pelo nome). Para fazer o caldo de peixe, use uma cabeça de peixe, as cascas de camarão, cebola, alho, alho-poró, temperos secos, enfim... tudo junto fervendo numa panela e, depois que reduzir, é só coar. Dá pra congelar em forminhas de gelo e usar 2 tabletes por receita.

    Modo de preparo:

    Primeiro, dê uma aferventada na abóbora ainda fechada, para facilitar a abertura dela e a limpeza das sementes. Não deixe que ela amoleça, apenas fique quente o suficiente para ter esquentado dentro dela. Retire da água e, com auxílio de uma boa faca pequena, faça o recorte de abertura da abóbora e limpe-a por dentro, retirando todos os fiapos e sementes. Reserve.

    Enquanto prepara o molho, deixe o forno ligado, aquecendo na temperatura de 180°C. 

    Frite em azeite a cebola e o alho, em seguida jogue os camarões sem casca e deixe dourar (eu sempre deixo os camarões marinando uns minutinhos antes em pimenta-do-reino e azeite com umas gotinhas de limão, bem pouco mesmo). Acrescente os tomates, o pimentão e a polpa. Tempere com o sal, a pimenta-do-reino e o caldo de peixe. Deixe reduzir um pouco. Acrescente o requeijão e quando ele dissolver, coloque o creme de leite e o coentro por último. Experimente e corrija sabores, se necessário. Desligue o fogo. Agora, recheie a abóbora e cubra com papel alumínio, leve ao forno por um tempo aproximado de 30 a 40 minutos  - depende do cozimento da abóbora.

    Enquanto está no forno, vamos pensar na finalização e acompanhamento. Eu fiz um arroz branco e um pirão de camarão (antes de acrescentar o requeijão, retirei um pouco do camarão no molho vermelho e, em outra panela, acrescentei mais caldo de peixe, deixei ferver e fiz o pirão). Aqueça um pouco de azeite numa frigideira e jogue os camarões graúdos (brancos) para que dourem. Desligue antes que eles enrolem (porque aí já não dá pra moldá-los sobre a abóbora).

    Quando retirar a moranga do forno, apenas enfeite com os camarões fritos e leve à mesa! Sirva com um bom vinho branco (o que não foi o meu caso, porque esse almoço foi feito para meus adolescentes, então servi com suco de acerola e hortelã).

    A todos, bon appétit!



    segunda-feira, 23 de julho de 2012

    Bolo de banana do Alex Atala

    O Alex Atala tinha um programa com a Flávia Quaresma, há uns anos, num canal por assinatura, que se chamava "Mesa pra dois". Era cheio de dicas, pratos fáceis, inovações... e foi lá que vimos pela primeira vez a receita do Bolo de Banana... com farinha de rosca! Testamos e não apenas aprovamos como ainda incrementamos a receita. desde então, esse é o bolo que eu gosto de fazer (e faço sem medo de errar). Quando as bananas já estão passando do ponto de maduras aqui em casa: bolo de banana!



    Anota a receita e faça (30 minutinhos da sua tarde e: pirlimpimpim):

    3 ovos inteiros;
    1/2 xícara (chá) óleo de canola;
    1 xícara (chá) açúcar branco (eu uso sempre o orgânico cristalizado - se você quer obter um açúcar refinado em casa, bata o cristalizado no liquidificador);
    1 xícara (chá) açúcar mascavo (isso faz a diferença, sobretudo no aroma do bolo, vá por mim);
    6 bananas médias ou grandes (dessas que a gente compra na feira mesmo: da branca ou da caturra. Nunca fiz com a maçã ou a ourinho, até porque elas são menores);
    2 xícaras (chá) farinha de rosca;
    1 colher (sopa) fermento químico em pó.
    Opcional: pedacinhos de bananas desidratadas ou gotas de chocolate ao leite.


    Unte uma forma com óleo e farinha de rosca.

    Bata no liquidificador as bananas, óleo, os açúcares e os ovos.

    Leve a mistura a uma tigela e acrescente, misturando devagar, a farinha de rosca e o fermento. Se preferir, coloque também um dos ingredientes opcionais.

    Coloque na forma e leve ao forno a 180° por 30 minutos ou até que asse. Polvilhe açúcar e canela.


    Sirva com chá.

    A todos, bon appétit!

    domingo, 15 de julho de 2012

    Creme de cogumelos com massa folhada

    A ideia é aquecer a casa e o corpo nesse frio. Por aqui, na falta de companhia, eu invento coisas pro fim de semana passar mais rápido. Sempre funciona. A filha agora já está na idade de trazer o namorado pro jantar, o que diminui a solitude e dá uma (falsa) impressão de mesa cheia. Já é ponto positivo. Fico imaginando que logo ela vai crescer ainda mais e ter a própria mesa. Eu, que não tenho grandes companhias além dela, ficarei só... sem outros filhos, apenas só. E isso tem que ser bom. Farei com que seja. Muitas mulheres vivem assim e são felizes, com seus bingos, tricôs e clubes de mães. Um chinelo de pano pro começo do dia, um livro pra ler depois do almoço, um caminho de praia pra seguir no final da tarde. Estou na estrada certa. Falta pouco. Meu maior sonho: publicar um livro. Não tenho mais grandes fantasias sobre a vida. Tenho a mim. E isso é tão verdadeiramente nobre que eu quase me basto. Basta.
    (Essa foto é da segunda tentativa, com uma outra massa bastante conhecida no mercado, alguns dias depois de postar a receita. Notem que folhou muito bem!) 


    O creme de cogumelos nasceu de uma vontade: de comer cogumelos. Eu trocaria carne vermelha por cogumelos. Mas isso não diz muito. Eu trocaria carne vermelha por várias outras coisas das quais gosto menos que cogumelos... e mais que carne vermelha. Berinjela, palmito, alcachofra... qualquer legume ou verdura grelhada. Mas cogumelo seria um troca justa, na minha visão. Cogumelos recheados, grelhados, salteados na manteiga, no molho de soja... de qualquer jeito, em qualquer ocasião.




    Lembro da primeira vez que experimentei creme de cogumelos. Foi como entrada, em um restaurante fora do Brasil. Estava uma delícia. Desde então, é uma das minhas entradas preferidas. Nem sempre é fácil de achar um realmente gostoso. E ontem eu resolvi testar. Pesquisei várias receitas, misturei duas delas. A ideia era que fosse realmente um creme, daí o blog da Cozinha Pequena me ensinou uma técnica mais original pro prato: deixar o creme de cogumelo com cara de cogumelo, cobrindo o ramequim com massa folhada (a massa cresce e dá o formato de um cogumelo ao ramequim). Então, lá vai a mistura das duas receitas, que ficou uma gostosura e eu recomendo:

    Ingredientes para 5 pessoas

    400g de cogumelos frescos, fatiados;
    2 cebolas picadas;
    1 taça de vinho tinto de boa qualidade;
    2 colheres de manteiga;
    2 colheres de azeite;
    1 lata de creme de leite fresco;
    salsinha a gosto;
    pimenta-do-reino;
    1 tablete de caldo de carne;
    queijo parmesão;
    1 gema (para pincelar);
    massa folhada (comprei uma marca que não folhou muito bem, mas foi a que achei no supermercado aqui perto de casa, então eu recomendo escolher uma marca de boa qualidade, para que seu "cogumelo" fique como o da primeira foto, quando usei uma marca conhecida de massa folhada congelada).


    Modo de preparo

    Em uma frigideira, adicione a manteiga e o azeite, deixe derreter e coloque a cebola para dourar. Acrescente os cogumelos e, quando estiverem um pouco cozidos, coloque o vinho e o caldo de carne. Deixe cozinhar em fogo brando por 15 minutos. Por último, a salsinha picada. Retire uma parte dos cogumelos (para enfeitar as tigelinhas) e bata todo o resto no liquidificador com o creme de leite. Volte ao fogo, em outra panela, sem deixar ferver. Reserve.














    Corte a massa folhada meio centímetro maior que a boca dos ramequins, para poder cobri-los. Coloque o creme em cada ramequim, os cogumelos que você separou anteriormente e rale um pouco de queijo em cada um. Cubra com a massa, apertando as laterais para que firmem na borda (não é necessário passar água para colar). Pincele com a gema batida e leve ao forno por 10 minutos, para a massa crescer e folhar. 



    Sirva ainda quente. E para comer, basta quebrar a casquinha...




    A todos, bem... bon appétit!

    quinta-feira, 28 de junho de 2012

    Spätzle com Goulash de... rabada?

    Havia dias que eu estava com vontade de comer uma carne de panela, daquelas bem aromáticas, com muito molho e bem cozidas. Daí, vi na tv um cara fazendo pastéis de forno recheados com rabada. Pronto! Ou comprava o rabo do boi ou nada mais! Engana-se quem pensa que rabada é prato chinfrim. Entre as iguarias culinárias, é uma das carnes mais apreciadas para noites de gala ao redor do mundo. Portugal, Espanha, Inglaterra e França são apenas alguns exemplos de países que adotaram o rabo de boi como uma de suas carnes preferidas para grandes elaborações culinárias. Aqui no Brasil, a rabada chegou à mesa dos restaurantes através dos tropeiros das regiões Nordeste/Sudeste e carreteiros da região Sul. Conduzindo as comitivas, seja pelos sertões ou pelo pampa, esses homens costumavam fazer o guisado do rabo do boi para se alimentar ao longo do percurso. Minas Gerais foi o primeiro Estado a levar essa carne para suas panelas de barro dos restaurantes, preparadas em grandes fogões a lenha. E, já na década de 30, o rabo de boi era servido na maioria dos botequins de São Paulo. Hoje em dia, quebrando todos os tabus, é uma carne reverenciada pelos grandes chefs.


    Pois bem, antes que eu me alongue muito: eu até queria fazer os tais pasteizinhos, mas J. procurava um desafio maior. Então, decidimos fazer o tal do Spätzle, que é uma massinha caseira, alemã. Geralmente o Spätzle é servido com o Goulash, que é um cozido de carne (músculo, na versão tradicional), com bastante molho. Unimos uma coisa à outra e lá fomos nós modificando a receita original e criando um Goulash de rabo de boi, que seria um ragu de rabada com outro nome. A preparação começou um dia antes, com a carne (cortada em rodelas) sendo colocada para marinar com os seguintes temperos:

    1 cenoura picada;
    1 alho-poró picado;
    1 cebola picada;
    3 dentes de alho grandes picados;
    300 ml de vinho branco seco de boa qualidade;
    tomilho;
    alecrim;
    sálvia;
    pimenta-do-reino;
    louro.

    Em uma bacia de plástico com tampa, colocar a carne e todos os ingredientes. Tampar e deixar marinando na geladeira até o dia seguinte (entre 12 e 18h).

    Passo a passo para a preparação do ragu:

    Após marinar a carne de um dia pro outro, retire-a da marinada e coloque apenas os pedaços para fritar em uma panela funda. Acrescente uma cebola e dois dentes de alho, quando a carne já estiver selada. Deixe dourar. Neste momento, acrescente toda a marinada na panela. O aroma na cozinha será incrível!






    Deixe secar um pouco e acrescente água fervente. Agora, a carne precisa amolecer. O processo é lento. Em fogo brando, vá cozinhando a carne, sem deixar secar (sempre acrescentando água já quente). Entre 2 horas ou um pouco mais de cozimento, a carne estará amolecida, então retire todos os pedaços da panela (sem desligar, o molho deve continuar cozinhando) e desfie a carne, separando-a dos ossos. Em seguida, separe toda a parte sólida do molho (os pedaços de cenoura, alho, cebola e folhas devem ser retirados da panela) e deixe apenas a parte líquida. Nesse momento, volte apenas a carne já desfiada para a panela e descarte a parte sólida do molho. Use uma lata de tomates pelados para aumentar o molho, acrescente sal, páprica picante e corrija os demais temperos. Deixe ferver. Acrescente salsinha picada e desligue. Está pronto.

    Passo a passo para a preparação do Spätzle:

    3 ovos;
    200 ml de água;
    500g de farinha de trigo;
    sal;
    noz moscada.

    Em um bowl, misture os ovos, a água e os temperos. Vá acrescentando a farinha aos poucos, até dar um ponto mais consistente do que uma massa de bolo (a massa vai formar uma liga, você vai puxá-la do bowl como se ela fosse um chiclete mole. Esse é o ponto). 


    Bem, na cozinha alemã há um instrumento específico para dar formato à massinha, que é esse aí da foto:

    Foto retirada de:
    http://rodrigues-peters.com/mu/autora-br/2008/02/04/spatzle/

    Como nem sempre é fácil encontrar esse tipo de instrumento ou a gente usa tão pouco que não vale a pena comprar, temos a opção de colocar a massa em um espremedor de batatas, por exemplo. Achamos que o nosso espremedor tinha furos muito pequenos, então inventamos outra técnica (é só ter criatividade ao olhar para os instrumentos da sua cozinha): usamos uma escumadeira mesmo. Desde que tenha furos um pouco maiores, até um ralador pode ser usado para fazer as massinhas.

    Coloque uma panela com 2l de água para ferver. Quando estiver fervendo, adicione um fio de óleo e comece a jogar a massa dentro dela. No nosso caso, foi assim: eu colocava duas colheres de sopa da massa na escumadeira sobre a água quente (não colocar a escumadeira com a massa dentro da água, por favor) e ia mexendo a massa com uma colher, as gotinhas iam caindo na água quente e formando as massinhas cozidas. Quando elas boiam na água é porque estão cozidas. Vá retirando da água e reservando em uma tigela. Enquanto ainda está quente, coloque uma colher de manteiga sobre a massa cozida, para que ela fique brilhosa e macia.


    Agora, é só servir! Para companhar, fatias de pão italiano são muito bem-vindas. E um bom vinho tinto, é claro!



    A todos, bon appétit!

    PS: para mais informações sobre todo o processo, assistam aos vídeos do youtube, indico esse aqui apenas para verem o ponto exato da massa.